<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438</id><updated>2011-04-21T22:18:36.146+01:00</updated><title type='text'>momentoempensamento</title><subtitle type='html'>Sorrir...rir...verter uma lágrima...sentir... pensar!Tudo se prende num momento!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>353</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110730595944167510</id><published>2005-02-02T01:54:00.000Z</published><updated>2005-02-02T00:59:19.440Z</updated><title type='text'>... ... ...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://imagemepalavra.blogs.sapo.pt/arquivo/Gaivota2.jpg" width="300" height="169" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Alma é um pássaro...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110730595944167510?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110730595944167510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110730595944167510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110730595944167510' title='... ... ...'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110729901266156428</id><published>2005-02-01T22:59:00.000Z</published><updated>2005-02-01T23:03:32.660Z</updated><title type='text'>Até…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Querida MariaMar,&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sempre me deixaste nas [entre]linhas que nada dura para sempre. Compreendo que chegou aqui o nosso ponto de paragem. Atingimos ambos a meta proposta e uma sensação de dever cumprido encherá sempre o meu “template”. Trouxeste-me à imensidão dos lugares sem fronteiras e partilhámos palavras. Criaste-me por desafio, é bom que eu termine por vontade. Neste cantinho, igual a tantos outros, vivemos alguns momentos divertidos e outros nem por isso. Sei que nem sempre fui o reflexo de ti, embora muita gente pense que servimos apenas para catarse dos males próprios e do mundo, numa análise egocêntrica. Nós sabemos que não é assim. Resta-me afirmar que neste mundo onde me puseste existe muito melhor mas também muito pior. O que nós fomos descobrindo, minha querida! Gostei de estar contigo, dia após dia. Sei que também me acarinhaste da forma que sabes ser. Não será uma despedida, porque o que está dito está dito e nunca podemos puxar a vida para trás. Espero que outros desafios te preencham e te tragam tanto prazer quanto eu te dei em certas alturas. Eu ficarei para ser relido quando recordar também faz parte das etapas.&lt;br /&gt;Vou confessar-te que a ideia de eu ter como ciclo de vida 365 “posts” sempre me agradou… Uma vida preenchida e disciplinada… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tens razão: “tudo se prende num momento”!… : )&lt;br /&gt;Digo-te um até...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre teu,&lt;br /&gt;&lt;em&gt;momentoempensamento&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110729901266156428?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110729901266156428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110729901266156428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110729901266156428' title='Até…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110720925611458440</id><published>2005-01-31T22:05:00.000Z</published><updated>2005-01-31T22:07:36.113Z</updated><title type='text'>Toca-me, por favor…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A sala grande enchia-se de vontades e os espelhos reproduziam multifacetadas promessas. Os dedos longos e belos dela desenharam um arabesco no ar e pousaram suavemente. A noite tornou-se quente e promissora. Num candelabro a luz das velas trazia intimidade e acentuava os contornos dos corpos deles. Ele seguia-lhe os gestos em completa admiração. Ela sorria segura, envolvente. Os dedos percorriam, avançavam, recuavam em cadências adivinhadas. Prender um momento, sempre o quis ela, sempre o ansiou ele. A cabeça dela inclinou-se graciosamente e ele aspirou-lhe o perfume dos cabelos. O corpo dela vibrava em cada contacto e ele extasiava-se com cada movimento. Movia-se ela agora num crescendo, os dedos percorrendo e correndo num ritmo mais intenso. Os dedos dela transmitiam vida. Ele fechava os olhos e seguia-a rendido ao encanto presente. Ela curvou-se e aspirou o ar com mais força, ele prendeu a voz para eternizar a sensação. Os olhos de ambos brilhavam ainda mais à luz das velas. Ela deu tudo de si no final que se aproximava. Ele sentiu a alma soltar-se, em harmonia com a dela.&lt;br /&gt;__Toca-me… isso… assim… outra vez… por favor…&lt;br /&gt;E os perfeitos e longos dedos dela pousaram nas teclas do piano e ela tocou, mais uma vez, o trecho preferido dele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110720925611458440?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110720925611458440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110720925611458440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110720925611458440' title='Toca-me, por favor…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110712399286733239</id><published>2005-01-30T22:24:00.000Z</published><updated>2005-01-30T22:26:32.866Z</updated><title type='text'>Café, querido?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela começou por estranhar os silêncios dele ao pequeno-almoço. Mas o que a pôs em alerta foram os desvios de olhares, as frases começadas e que ficavam a pairar. Ela fez mais um esforço, mimou-o de novo e não viu resultados. Então começou a pesquisar, como fazia no centro, quando uma experiência lhe exigia toda a atenção. E como bem dizem, quem procura, acha… E encontrou as facturas de hotéis e restaurantes, as chamadas fora de horas, os congressos fictícios. E concentrou-se mais no estudo de um antídoto contra armas biológicas que lhe ocupava o tempo e o pensamento. Trabalhava num pólen de uma planta africana que tinha uma característica assombrosa: tinha descoberto que a planta possuía a particularidade de, num daqueles equilíbrios inconcebíveis da natureza numa zona em que apenas proliferavam machos, produzir um composto que tornava os seus membros duros, mas incrivelmente pequenos e … inúteis! Sorriu ao pensar que ele lhe tinha dito na lua-de-mel que gostaria de o ter sempre como mármore. Uma peça de mármore, ao seu dispor…&lt;br /&gt;Ele pegou na torrada, no jornal e olhou-a em silêncio.&lt;br /&gt;Ela levantou-se, dirigiu-se à máquina:&lt;br /&gt;__Café, querido? Vai fazer-te sentir outro… É um lote seleccionado do Quénia.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110712399286733239?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110712399286733239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110712399286733239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110712399286733239' title='Café, querido?'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110701703424526223</id><published>2005-01-29T16:40:00.000Z</published><updated>2005-01-29T16:43:54.246Z</updated><title type='text'>Feliz Dia, menina… </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É um dia especial!&lt;br /&gt;São sempre dias especiais aqueles que trazem à nossa vida gente especial…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ti, miúda, especial que és, neste dia especial,&lt;br /&gt;-um GRANDE beijo de parabéns!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(agora a virtualidade da coisa: imagina um ramo enorme das tuas flores favoritas, um bolo gigante com as velinhas da praxe, uma garrafa do melhor champanhe… e um embrulho de onde possas tirar tudo, tudo, o que quiseres… ;))))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah… e hoje quero ver… um sorriso do tamanho do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110701703424526223?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110701703424526223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110701703424526223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110701703424526223' title='Feliz Dia, menina… '/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110695241371716814</id><published>2005-01-28T22:43:00.000Z</published><updated>2005-01-29T00:49:26.470Z</updated><title type='text'>Amo-te, linda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desde que tinha sido construído aquele prédio, ele morava no rés-do-chão direito, a sudoeste no bairro. Do outro lado da rua, o jardim dava um ar acolhedor e havia mais prédios altos, mas não tão altos como o seu, com vizinhança calma, quase anónima. No primeiro andar e no segundo do “seu” prédio viviam três mulheres ainda jovens, que ele, em instante de atenção, cobiçou. Numa noite, depois de meia garrafa de Jameson e de uma inspiração tardia, rasgou uma folha A4 em três partes iguais e escreveu, em maiúsculas, a missiva: “Amo-te muito, linda. Não me abandones.”, rematada pelo número de telemóvel pessoal em dígitos esmerados. Concluir a tarefa fê-lo apenas mover-se até às caixas do correio das eleitas, onde deixou a missiva com um sorriso de empreitada satisfeita. Voltou ao sofá gasto, eufórico, e deixou-se embalar pela noite na convicção de dias enfim preenchidos.Quando resolveu sair, já o dia pedia contas à tarde, volteando a chave do carro para um passeio rotineiro, empurrou a porta de entrada com força. Sem saber como, um jacto de um líquido amarelo demasiadamente conhecido, acertou-lhe, proveniente do segundo andar… Molhado da cabeça aos pés olhou atónito (não foi atónico, não!), para as três mulheres que ainda seguravam um balde e se riam com vontade. Em uníssono, (pois não foi desta que o fizeram em uníssoro, não!), elas atiraram-lhe:&lt;br /&gt;__ Desinfecta, lindo, desinfecta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(“Gostas-te”? “Espera-mos” que sim!) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110695241371716814?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110695241371716814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110695241371716814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110695241371716814' title='Amo-te, linda'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110686682425941097</id><published>2005-01-27T22:56:00.000Z</published><updated>2005-01-27T23:19:40.966Z</updated><title type='text'>Fofinha, não saias…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No primeiro avião que aterrou no aeroporto da capital nessa manhã vinha ela após vinte e dois anos no estrangeiro. Um ar frio e húmido não o impedira de estar lá, expectante, quase duas horas antes. A cidade começava a acordar, agitada, quase tão desperta como ele que ia no terceiro café, seguido. Não se viam desde os tempos de escola, quando a adolescência os fazia sonhar com o futuro e ainda não sabiam que os pais dela decidiriam partir para outro país. Mas prometeram nunca deixar de se escrever, de saber um do outro. E assim foi, anos a fio, com os votos de boas festas, os postais pelo aniversário e as histórias das férias. Ele deixava sempre, por cima do rabisco da assinatura que foi mudando com o tempo, a frase terna em papel – como ela gostava do “fofinha, não saias da minha vida”! – e que guardava junto a um malmequer seco que ele lhe dera na primária.&lt;br /&gt;Ela aproximou-se empurrando o carrinho com a bagagem e estacou perto dele. Olharam-se, demoradamente, procurando no outro os traços que lhes ficaram na memória. Ela tinha crescido em altura e largura, ele tinha o mesmo corpo de adolescente franzino de há vinte e dois anos atrás. Ela abriu os braços e envolveu-o, com saudade. Ele afundou o rosto no peito dela: Não saias da minha vida, fofinha, disse num fio de voz.&lt;br /&gt;Ela gargalhou: Meu bem, temos um assunto pendente para resolver na horizontal...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110686682425941097?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110686682425941097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110686682425941097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110686682425941097' title='Fofinha, não saias…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110677694846928139</id><published>2005-01-26T22:00:00.000Z</published><updated>2005-01-27T00:52:36.583Z</updated><title type='text'>Gosto de ti, porra!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;__Posso ir ter contigo? Hoje? __ Perguntou ele, a voz macia em antecipação do encontro enfim tornado real. Ela contornou a questão e quis saber porquê, a urgência do momento. Ele relembrou-lhe as longas conversas, a troca de correspondência electrónica, os suspiros, as fotos que guardavam em pasta própria e sobretudo aquela frase dos dois, cumprimento íntimo que baixava barreiras. E que há uma altura em que se tem de agarrar o presente. Que não era preciso um certificado autenticado marcando-lhes o dia e a hora, o minuto ou segundo de darem aquele passo. Mas que sentia que já era altura. Já tinham passado demasiado tempo em considerações e em hesitações e que poderiam ser momentos bem passados ou talvez não...mas seriam por certos vividos! E o peso da frase mágica dita em si bemol.&lt;br /&gt;__ Gosto de ti, porra. __ Atirou ele mais uma vez. E ela devolveu-lhe o gostar e marcou a hora e o local. Um ligeiro tremer de voz, um pairar de vontade. Em dueto. __ Gosto de ti, porra! __ Sussurrou ela, na distância.&lt;br /&gt;Pelo caminho ele ainda lhe ligou várias vezes, em jeito nervoso e de antevisão do prazer mútuo. Chegou mais cedo e  acendeu um cigarro, enquanto vacilava entre dar-lhe o ramo de rosas antes ou depois do jantar.&lt;br /&gt;Alguém lhe bateu no vidro da janela do carro, abriu a porta e sentou-se ao seu lado. As fotos dela tinham menos vinte anos, o corpo não batia certo com a sua imaginação. A peruca ruiva abanava em todas as direcções, as mãos carregadas de anéis volteavam em gestos largos, o perfume intenso colou-se ao assento e às narinas e,  em voz rouca e ofegante, ela atirou-lhe:&lt;br /&gt;__ Na tua casa ou na minha, amor?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110677694846928139?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110677694846928139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110677694846928139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110677694846928139' title='Gosto de ti, porra!'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110669142093931368</id><published>2005-01-25T22:14:00.000Z</published><updated>2005-01-25T22:17:00.950Z</updated><title type='text'>Beija-me, Maria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela ficou de pé à sombra das árvores no recinto onde se fazia a feira anual. Compôs o cabelo, passou a língua nos lábios que o batom fazia sobressair. Ajeitou o vestido, endireitou as costas e respirou fundo. Olhava o rio e as pessoas que se cumprimentavam, abraçavam, beijavam e conversavam umas com as outras. Chegavam mais e mais e havia apertos de mão e sorrisos e pessoas que se agrupavam à distância. Ela procurava entre a multidão o rosto. Conheceu-lhe a silhueta entre o aglomerado de gente antes mesmo de ele a ver. Desceu a escada e acenou-lhe de longe, enquanto a música das barracas de feira e o cheiro das farturas impregnava o ar. Ele dirigiu-se a ela de sorriso rasgado. O ar confiante que ela lhe conhecia, o discurso fácil, o riso pronto. Falou do peso das multidões e disse-lhe que a raptava, que aquela confusão não era o local para a sua princesa e que a levava a ver o mar. Tudo tem outro gosto perto do mar, segredou-lhe. E ele pousava a mão suavemente no joelho dela e sorria, malicioso, enquanto o carro passava a ponte e as árvores e se dirigia ao destino. E ele parou, o mar ao fundo, e deixou correr uns segundos até uma vaga se perder no areal, aproximou-se do rosto suave dela, fechou os olhos, sussurrou:&lt;br /&gt;__ Beija-me, Maria.&lt;br /&gt;E ela riu, riu. Riu até os olhos se encherem de lágrimas.&lt;br /&gt;__ Eu não sou Maria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110669142093931368?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110669142093931368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110669142093931368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110669142093931368' title='Beija-me, Maria'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110660714768096822</id><published>2005-01-24T22:49:00.000Z</published><updated>2005-01-24T22:52:27.680Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ali estava eu, sentado, falando de tudo e de nada. E as coisas do amor não se explicam neste mundo, nem se esperam que se possam explicar. Quando o depois se começa a diluir por conformismo, desencanto, certezas, desinteresses, rotinas, e a pequenez no silêncio, e se perde o eco e se guardam coisas e se pára, não há mais nada, porque é assim. “Desculpa”, disse eu, quase a deixando tocar os meus pensamentos. As desculpas, eternas desculpas que não deveríamos nunca precisar usar. Senti, céptico, a rotura, impossível de conter como o mar que eu sabia para além do horizonte visível. Não conseguimos captar os porquês, eles dançarão sempre entre o absurdo, o sagrado, o racional. Em todas as histórias passadas concluí sempre que estava a mais, sentia que havia ainda muito por dizer e fazer, mas há alturas em que é impossível dar mais um passo por pequeno que seja. E quase fiz um acto público de pedir perdão, não por mim, mas por aquelas que fingi amar e que talvez tenham usado do mesmo fingimento, que eu risquei e usei, mas que não soube se também fui risco e usado. Mulheres, sim, almas onde há-de dormir o desejo do amor, o cio nas veias, a ternura em lua cheia, a compreensão acima do compreensível, o orgulho como disfarce, o sorriso feito volúpia, a gargalhada cortando as trevas, a dor redimindo tudo e a esperança como último devaneio. “Tenho de ir, alguém me espera”, disse ela, encerrando o acontecimento. E preferi calar, porque há tarefas que deixam de estar ao nosso alcance, e eu canso-me até de pensar nisso. A porta voltou a fechar-se, inesperadamente, e ela olhou-me estremecendo de novo, o peito elevando-se em decisão tomada, “gostei muito de te conhecer”. Eu estremeci também, em final de momento, com um “depois ligo-te”, e lembrei-me que tinha deixado o computador ligado.&lt;br /&gt;Ela deixou o sorriso no ar, e recordo que pensei que afinal a vi de costas em partida, enquanto a porta se fechava. E cismei ainda naquele beijo que não se deu e sorri também.&lt;br /&gt;O melhor é sempre o que fica por dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(acabou-se, que já não me apetece mais…)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110660714768096822?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110660714768096822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110660714768096822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110660714768096822' title=''/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110652000206811862</id><published>2005-01-23T22:38:00.000Z</published><updated>2005-01-23T22:40:02.070Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Temos de saber o que queremos. E depois também apreender as coisas do mundo, mas sabermos de nós e do mundo não são coisas conciliáveis, Cómodo é deixar andar, ignorar ou fazer que se ignora. E apercebo-me de que vivem todos como nós, não há volta a dar-lhe. Mas por vezes, tentamos tapar os defeitos, e entusiasmamo-nos. Lembro-me da frase dela, sincopada em articulação de sílabas, sem sorriso desta vez, “o entusiasmo é uma breve suspensão antes do movimento da queda”. Sedução é uma etapa em sete fases, defendi eu em teoria minha, sem seguidores, e que agora não vem ao caso, mas que acaba inevitavelmente em rumos diferentes. O modo como ela passa a mão nos cabelos volta a excitar-me. São agora outros cabelos negros, longos, que me dançam no pensamento. Ainda sou capaz de os recordar em contraste com lençóis brancos de seda, que era assim que eu os punha nos sonhos e que nunca passaram disso. “A cama estraga tudo”, disse-lhe eu talvez para a tranquilizar, ou apenas para ter uma resposta a um estímulo como se fizesse uma experiência, mais uma, e quisesse anotar o resultado da observação. Ela nem pestanejou e falou da tarde que se tornava fria e que os relacionamentos também arrefecem, porque é assim, não devia ser assim, mas é. Agora vejo uma espécie de grande plano dos olhos negros dela, com o mar ao fundo e percebo que falhamos tendo tudo, e que acaba por vir ao de cima essa sensação estranha de falhanço e de que vivo uma vida de outro que não eu. E ela traz-me uma estranha paz misturada com inquietude…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(sete são as metamorfoses…)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110652000206811862?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110652000206811862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110652000206811862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110652000206811862' title=''/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110634939085644705</id><published>2005-01-21T23:12:00.000Z</published><updated>2005-01-21T23:43:44.046Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Avisos são formas de optarmos por caminhos diferentes, são sempre, fui aprendendo conforme as situações. Mas a busca da aventura, se não deixar mazelas significativas, é um risco apetecido. E ao ver a curva do seio dela que a camisola acentuava, lembrei-me dos casos que tive. Um ou dois, ainda casado, de que ficou o gosto bom da distância sem consequências e o desafio da clandestinidade. Agora os meios proporcionam outras aventuras, a traição não é o que era, fica-se pela interactividade online e parceiros inflamados no plano virtual, em que as pessoas se salvam das recusas cara a cara. Limpo e distractivo. Mas eu gosto de olhar nos olhos, por isso acabo por insistir em ver quem me cativa a atenção. Quem é livre acaba por desejar compromissos e isso está fora de causa, bato eu o pé em convicção própria, não querendo enganar ninguém, enquanto às vezes penso, quem sabe, que talvez haja por aí algures mesmo almas gémeas. “Se de um diálogo na net resulta um encontro, é porque à partida havia uma predisposição de ambas as partes”, digo eu enquanto lhe estudo a reacção. E sinto vontade de lhe conhecer o sabor para além do perfume que me atrai, a necessidade do toque de pele, o gosto, o gosto dela. Passo em lista mental, quase em ordem alfabética, os corpos não as caras, e num sobressalto penso onde deixei a agenda com os contactos que convém ir mantendo, para lembrar o caminho em caso de precisão de acesso urgente. Esporadicamente gosto de mandar uma mensagem, fazer um telefonema rápido de olá, como estás, recebido muitas vezes em tom irónico, que não sei como prolifera nas mulheres a ironia. Mas falava eu de frutos proibidos e eu perco-me quando falo de mulheres. Tive também casos assim com mulheres casadas e até criei um lema, segurança, anonimato e objectivos comuns; em romances que se consomem em encontros à beira da estrada, em motéis. “O que pode passar-se em seguida é o resultado da química ou falta dela entre os dois?! Não sei se a resposta está só na química”, riposta ela e parece-me que ela sabe algo que eu não sei, ainda. Tudo se resolve com o arrefecer das emoções, penso eu, quando a novidade passa e depois confortamo-nos com a noção de que é mais uma aprendizagem e voltamos para a garantia do conhecido. Mas ainda recordo os telefonemas que duravam horas, as camas redondas, a música escolhida, o jacuzzi. Houve alguém que dorme ainda na minha lembrança mais que todas, mas dessa não quero falar. Não agora…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a sexta forma de agir…)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110634939085644705?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110634939085644705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110634939085644705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110634939085644705' title=''/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110626408067149160</id><published>2005-01-20T23:32:00.000Z</published><updated>2005-01-20T23:34:40.670Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tentei uma vez e outra e outra lembrar-me como começou a conversa com a dona da franja do olhar enigmático. Na net as pessoas ou são simpáticas, polidas, amáveis, às vezes há até a surpresa de serem humorísticas ou, de repente, ríspidas, mal-educadas, opacas. Não me lembro bem, mas chamei-lhe jeitosa em jeito de cumprimento e ela não gostou. Estranha de facto a criatura, que pesava as palavras e que se definiu como uma extraterrestre em zona crepuscular e me atiçou, durante argumentações sem vencedor aparente, até trocarmos os números de telefone. As conversas podem tornar-se quentes, como as vozes pela noite dentro, com cheiro e toque a cama, que os invernos das insatisfações são longos e a ideia de um corpo activo do outro lado da linha faz voar a imaginação. Ela fazia lembrar-me os corpos dentro da cabeça, que é melhor sítio onde se podem guardar. “Nunca se devem contrariar os desejos”, disse-lhe. E ela quis saber como era. Desta lembro-me, porque quando se sobressai pela diferença, tendemos a guardar a imagem. E criava cenários que me acendiam por dentro e me faziam correr atrás de um saciar solitário, mas com a sensação de partilhado. Não sei definir o estar com outra pessoa sem estar, ou sem estar conseguir imaginar que se está, mas este fazer amor sem o fazer, em que admirava o corpo dela, todo meu na minha imaginação, tocá-lo, beijá-lo, possuí-lo, dava-me vontade de lhe voltar a ligar. Quando nada mais é possível, este partilhar tornado vivo, faz cócegas no coração, lembro-lhe os meus argumentos. “É o que fica, as cócegas no coração”, repete ela e eu sei que muita coisa se apaga da nossa memória, mas não o que vimos e sentimos pela primeira vez, porque as vezes seguintes são repetição e essas não contam. “A vida é uma mistura de coisas que se repetem e de outras que só acontecem uma vez”, ela atirou e eu nem sei se percebi se era um desabafo se era um aviso…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a quinta parte do ser…)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110626408067149160?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110626408067149160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110626408067149160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110626408067149160' title=''/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110618324464122265</id><published>2005-01-20T01:02:00.000Z</published><updated>2005-01-20T01:26:25.196Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dividiria a minha vida em quatro partes. Para nos organizarmos temos de lhe encontrar uma ordem, matemática, diria. Uma parte que se vai dividindo e depois se subdivide, em acontecimentos menores. Tentam-se alcançar as coisas, na vida procuramos infindavelmente algo. A vida tornada rotina pede, em etapas cíclicas, que encontremos desafios. Era isso que eu pensava enquanto lhe olhava a franja que quase lhe cobria o olhar, mas me dava desejo de passar a mão nos cabelos dela, na face ligeiramente corada dela, e depois no pescoço, e mais e mais abaixo, onde eu me esqueceria por as querer conhecer. Mas dizia eu que foi, num desses momentos da minha vida mais cinzenta, que descobri a net, primeiro tornada curiosidade, depois vício. Essa foi uma das parcelas da quarta fase em que me encontro, agora. Tive amigas coloridas, chamam-se assim, embora eu as veja amigas, mas atribuo-lhes cheiros, não cores. Fogos-fátuos de épocas passageiras. Eu gosto de lhes chamar namorigantes, as mulheres precisam de sentir envolvimento emocional. Vi que há muita alma carente, que busca, e às vezes encontra, um ombro acolhedor. Pensamos sempre num corpo, e depois penso que procuramos, mais tarde em vários corpos, muitos, aquele que os lábios e mãos já exploraram. Penso nessa rede que me permite agora ter aqui frente a frente mais uma pessoa. “Quem diz que vem à net só por sexo quer mais que sexo, por isso mente, quem diz que vem à net sem ser em busca de sexo, mente também”, diz ela e eu olho para além dos ombros dela, olho o mar e penso que conhecer as realidades da vida não nos faz sermos melhores nem piores que os outros. O desejo acende-se, arde e consome-se no tempo. Triste remedeio em lamberes de feridas. Mútuas, apercebo-me às vezes no abraço apertado quando os corpos se saciaram. É a repetição atraente do que vem sem se saber porquê. Irrecusável. Amanhã o abismo, mas só amanhã. “A vida só se vive uma vez” digo eu e ela sorri. Ela continua a sorrir para mim, mas os olhos não...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(a quarta parte de um)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110618324464122265?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110618324464122265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110618324464122265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110618324464122265' title=''/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110608988554061965</id><published>2005-01-18T23:10:00.000Z</published><updated>2005-01-18T23:11:25.550Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que é o amor? Não sou conhecedor, nem psicólogo, nem experiente, nem poeta, já o disse. Vou seguindo a espiral da conversa dela, num pega e larga estranho, como se conseguisse embrulhar ali centenas de frases que dissemos em frente ao monitor, antes, quando nem sabíamos se nos íamos sentar numa esplanada em fim de tarde, em frente ao mar. “Parece que sempre nos conhecemos”, diz ela, depois de um olhar que me incomoda e que me faz ficar ainda mais na dúvida. Porque uma coisa que penso sempre que mergulho nos olhos dela é que aquilo que me ela escrevia mostra que não a conheço nada, nem um milímetro, como se dela emanasse a profundidade irreal das mulheres, mas de que eu só vi a superfície. E agora, na minha frente, numa banalidade aparente, em conversa trivial que só o olhar desmente, parece estar em completa paz com a vida, enquanto as pernas se alongam na cadeira e o sorriso não é como eu imaginei ao telefone. Mas a boca sim. Passava a língua agora demoradamente naqueles lábios. Fico sempre paralisado, de vergonha e de arrependimento frente a uma mulher. Como se me fosse vedado ver a outra face de mim. Eu nunca tive a pretensão da unicidade, nem da exclusividade, nem nada disso. Foi isso que disse antes, quando vi a minha mulher sair pela porta fora, atrás do meu colega de trabalho e me deixou a casa vazia, que a minha mãe bem me disse que as mulheres se cansam dos tímidos. Sempre soube que todos temos os nossos momentos, e nada mais. Eu que nem nunca soube muito bem onde anda o amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (não há dois sem três…)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110608988554061965?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110608988554061965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110608988554061965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110608988554061965' title=''/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110599888965797017</id><published>2005-01-17T21:49:00.000Z</published><updated>2005-01-17T21:54:49.656Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A verdade é que já não sou nem novo nem velho, que é o que pensamos quando achamos que já não corremos atrás de ilusões, mas aproveitamos da vida o que ela nos põe em taça. Pensei no outro dia nisso e acho que nos sentimos velhos quando entramos na fase em que já não nos ralamos. “Bebemos do mesmo copo”, diz-me ela e eu sei que o que nos une é esse percurso comum de estar de passagem na mesma época. “Ficas a saber os meus segredos”, digo-lhe eu, e ela ri-se numa gargalhada que me arrepia os sentidos. Por um momento gostava que ela fosse a mulher da minha vida, ou eu o homem da vida dela, porque eu ouço os outros falarem das pessoas da vida delas e eu não tenho ninguém para me lembrar. Às vezes recordo os cabelos castanhos e os seios a despontarem, da miúda que eu via passar por baixo da minha janela, quando era adolescente, mas não sei se isso foi estar apaixonado. Ela volta a mexer o chá de tília sem açúcar, e fala no mesmo tom que me fazia ficar erecto quando lhe telefonava às duas da manhã, e quase me deu vontade de ser ela com quem se pudessem trocar os tais segredos, acordar despenteado, ela saltando na minha cama e quase estive tentado a dizer-lhe que adormecia a pensar nela e que lhe queria reconhecer a figura quando ela fechasse a porta. “Quando uma porta se fecha, abre-se outra, sabias?” e acho que ela o disse mais para se convencer a si mesma, que para fazer valer uma certeza incerta. Só sei que as minhas portas se fecham, desde pequeno, sem amigos, invejando os amigos dos outros no recreio, inacessível em quarto de solitário, a fazer eternas palavras cruzadas, porque jogamos com as palavras até elas se tornarem nadas. Isso ela não sabe. “Somos parecidos”, apetece-me dizer-lhe. Como se homens e mulheres fossem parecidos. Não entendo as mulheres, nem as vou entender. Gosto delas, sempre gostei. Doces e quentes. E apetece-me deitar a minha cabeça no quente do peito dela, é assim que a imagino, quente e doce. A ideia mais próxima que tenho daquilo a que chamam amor…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(segundo dissertar…)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110599888965797017?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110599888965797017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110599888965797017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110599888965797017' title=''/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110591533919436505</id><published>2005-01-16T22:39:00.000Z</published><updated>2005-01-16T22:42:19.193Z</updated><title type='text'>As portas batem, inesperadamente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A porta bateu e ela estremeceu. Havia de perceber que ela estremecia sempre que via uma porta fechar-se, e depois ficar contraída à espera do som, para depois voltar ao assunto, como se uma aragem a cobrisse e o momento passasse em seguida, com a mesma naturalidade. Estávamos na esplanada, com vidraças por onde se via o mar, a mesma onde nos conhecemos para um café, após noites e noites de conversa numa sala, daquelas de conversa na net. Fui eu que me agradei do nick dela que me recordava o mar e quando passámos para privado, continuei a achar o nick engraçado e a voltar lá para a encontrar. Sou um tímido, a minha mãe dizia-me que eu assim nunca iria encontrar uma mulher que quisesse saber de mim, porque as mulheres não gostam de tímidos. Ela bebia chá de tília, que nunca foi um café, e eu pedi uma água com gás, que nunca foi um café também. Ela sorriu, enigmática, como da primeira vez, enquanto passava as mãos em sentido ascendente desde os joelhos até meio da perna, as unhas deslizando nas calças de ganga justa, num tique dela que eu achei engraçado quando reparei, e eu só pensava como seriam as unhas dela nas minhas costas, mas em sentido descendente. “Hão-de ter o meu corpo, a minha alma é que não”, e eu nem sabia se era comigo, se ela me contava uma das histórias que me prendiam, mas eu não ouvia as histórias dela, porque eu ficava com frases martelando na cabeça, enquanto olhava o mar e os reflexos nos olhos dela que eram diferentes ali, ao pé do mar. Ela dizia que o mar ali tinha outro odor, diferente como os olhos dela. Mas eu pensava como seria o odor dela entre lençóis, porque o mar é sempre mar e eu não sou poeta. E eu gostei do nick dela e senti curiosidade quando a vi, ali sentada na esplanada, para um café que não era café. Mas divago, e eu gosto de divagar. Especialmente quando não tenho mais nada. Mas eu quero falar de uma coisa. Por isso vou começar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(amanhã há mais…) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110591533919436505?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110591533919436505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110591533919436505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110591533919436505' title='As portas batem, inesperadamente'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110582773979576868</id><published>2005-01-15T22:15:00.000Z</published><updated>2005-01-15T22:22:19.796Z</updated><title type='text'>Contos e recontos…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Deixa falar o teu coração. Não precisas contar-me tudo. Só algumas palavras: daquelas que eu entendo e tu queres que eu entenda. Sim, daquelas mais velhas que o mundo, porque nascem de dentro de cada um. Sabes, eu vou contar-te também uma história, depois, da forma que sei. Quem conta histórias viveu-as, percebo agora. Quem escreve torna-se um recontador. Criando, por cima do já criado. E enquanto me contas a tua história, eu vejo nela pedaços da minha. Porque as palavras são o que temos e quando começamos em intermináveis contos, arrastamos a vida. Dizias-me que não agarramos o pensamento. Que querias ser capaz de uma vez falar à mesma velocidade com que pensas.&lt;br /&gt;Eu queria escrever assim. Por isso, conto e reconto…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110582773979576868?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110582773979576868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110582773979576868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110582773979576868' title='Contos e recontos…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110574561983670837</id><published>2005-01-14T23:20:00.000Z</published><updated>2005-01-14T23:33:39.836Z</updated><title type='text'>A ausência cansa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Sei pouco sobre a humanidade e cada vez me interrogo mais sobre esse conjunto de seres que vivem de e para os afectos. Se pudesse zangava-me. Se fosse corajosa zangava-me a sério.”- martelou ela, na sua mente que mente, enquanto olhava na fresta  a luz de um raio de sol da manhã que acordava.&lt;br /&gt;A ausência é que não. Já nem é tristeza, chamamos-lhe vazio. Mas até os vazios se enchem de sabores, paladares, ecos, música –imagens -  em cicatrizes. Rachadelas no tempo, como as que vê espalharem-se nas paredes que precisam de pintura nova. Já deixou de dar opiniões. “ Agora, ou sim ou não. Perna aberta é que não”. Tens uma alma grande, disse-lhe o amigo. Mas que era teimosa. Foi assim que ele disse. Melhor esconder as rebeliões em olhares mansos, de perna aberta. Lembrou-se das lagartas. A lagarta transforma-se em pupa, que é envolvida por um casulo. “Se pudesse, tornava-me crisálida, eternamente fechada em casulo”. Assim havia de sacudir o saco das penas. Haviam de se lembrar dela pelo que não era. Pelo que nunca seria. Não por aquilo que tiveram, por aquilo que fora. “A imagem é o que retemos de toda a gente. Não a essência.” Foi apreendendo noções, não convicções. Miragens que se criam sem serem reflexo de calor em desertos.&lt;br /&gt;Ausência. Inexistência de rupturas.&lt;br /&gt;A ausência é que não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110574561983670837?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110574561983670837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110574561983670837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110574561983670837' title='A ausência cansa'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110557173656252259</id><published>2005-01-12T23:02:00.000Z</published><updated>2005-01-12T23:15:36.563Z</updated><title type='text'> ... As palavras nunca são só palavras. </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Palavras. Programas. Problemas. Prazos. Paixões. Pontes. Passagens. Público. Pagamentos. Pseudónimos. Prodígios. Pitonisa. Pássaro. Paciência. Paz. Palcos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portas. Perigo. Punhais. Pecados. Paragens. Pingos. Pintas. Porcelana. Paraíso. Pombas.&lt;br /&gt;Página. Páginas. Plurais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; Previsões. Pactos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pssssst!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Percebes-me?&lt;br /&gt;-Pior: Pressinto-te.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sabias que, na mitologia galesa, as pessoas que não têm o poder das palavras são representadas sem boca?)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Perversas. Pedras preciosas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110557173656252259?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110557173656252259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110557173656252259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110557173656252259' title=' ... As palavras nunca são só palavras. '/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110548323791762507</id><published>2005-01-11T22:34:00.000Z</published><updated>2005-01-11T22:40:37.916Z</updated><title type='text'>Há palavras que nos marcam</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há palavras que nos marcam como se tivessem garras. Que rasgam, destroem, maceram, permanecem e se dispersam em nós. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Palavras de saudade, tristeza, de imensa dor, desencanto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Palavras fortes que tocam, deslizam, escorrem, gotejam. Que vivem, cheias de si, na nossa alma e no sangue. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Palavras que atacam e entram, sem licença, feitas pranto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E há palavras que, em si, são força, som, movimento. Sonho, vontade, vitória. Palavras feitas de esperança, de fantasia e de cor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; [Letra a letra, soletrando, quem não pensou em amor?]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110548323791762507?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110548323791762507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110548323791762507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110548323791762507' title='Há palavras que nos marcam'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110539539409236101</id><published>2005-01-10T22:09:00.000Z</published><updated>2005-01-11T01:00:17.236Z</updated><title type='text'>As palavras não voam</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gosto do vernáculo. Sempre o demonstrei. Uma anedota sem um bom palavrão é como bife sem tempero. Também é de aplicar em casos de dor, claro. Alivia, todos sabemos,  como se o soltar da língua estivesse intimamente ligado ao centro inibidor da dor. Em ocasiões de cumplicidade torna também o momento mais partilhado... As palavras “menos dignas” fazem parte do nosso dia-a-dia. Creio que me compreendem. Ah, mas qual o motivo deste meu arrazoar? Pois eu, mente aberta e de falar fluido, ainda fico chocada, vejam bem.&lt;br /&gt;Pois é, embirro com o uso destas palavras em situações gratuitas. Dirão: mas quais?&lt;br /&gt;É ver os nossos pequenos, nos recreios, em amigável jogo de bola. E o espírito de camaradagem reflecte-se, então,  num sonoro “Oh, meu car…., passa a bola.” Uns atrás dos outros, os citados, parecem objectos voadores, provavelmente oriundos dos estádios. As meninas, essas,  mimam-se com uns bons dias carinhosos: “Tás boa, ó pu….?”Tratamento que, deduzo, virá do exemplo saudável dos progenitores. As despedidas são ternas e em conformidade: “Xau, ó con... “. Calculo que desconheçam o termo erudito do local por onde sairam. Depois há o outro lado: Evidentemente, é traumatizante chamar a atenção a um petiz, que não lhe sendo feita a vontade, se sai com um profundo “fónix”, em versão soft, em plena aula.&lt;br /&gt;Sinais dos tempos? Talvez sim, e sem moralismos falsos, continuo a pensar que exibir partes íntimas em público e trazê-las constantemente na boca é sinal de tempo fraco. Como o tempo que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras têm asas?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110539539409236101?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110539539409236101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110539539409236101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110539539409236101' title='As palavras não voam'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110530945454170318</id><published>2005-01-09T22:19:00.000Z</published><updated>2005-01-09T22:24:14.540Z</updated><title type='text'>As palavras são ternura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mimos nas palavras. Ou a palavra carregada de mimo. Hoje em dia usadas como balões cheios de nada. Certo, as pessoas assumem-se extrovertidas, livres. Arremessam termos com a mesma facilidade com que carregam nas teclas dos computadores pessoais. Saltam “queridos e queridas” vazios de quereres. Os “amo-te”dizem-se com a mesma ponderação com que se fala do carro, da casa ou do cão. Termos como “desejo-te” são tão corriqueiros como o “bom dia” em que não se pensa, com a agravante de nem serem ditos olhos nos olhos. Mas o que me tira do sério é chamarem-me ”fofinha”. Aparece-me mentalmente a minha imagem, qual urso de peluche, com pequeninos tufos de pêlo a sairem das orelhas. Ternurenta, sem dúvida, mas que não encaixa com a minha pessoa por ausência de laço ao pescoço. Nem com a ideia que tenho de mimo, tá visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras ainda beijam?&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110530945454170318?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110530945454170318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110530945454170318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110530945454170318' title='As palavras são ternura'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110523054044690638</id><published>2005-01-09T01:17:00.000Z</published><updated>2005-01-09T00:29:00.446Z</updated><title type='text'>As palavras têm volume </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As palavras têm peso, volume, forma, cor… Nem sempre dizem tudo o que queremos, nem sempre têm o valor que lhes queremos dar. Exprimir o pensamento não é tarefa  fácil e, quantas vezes se fala, fala, e nada se diz. Peco desse mesmo defeito, reconheço, vezes sem conta. Reconheço, está reconhecido. Mas eriço-me com a nova linguagem sms, essa exactamente, as das mensagens. Reconheço ainda que me tornei analfabeta. E quero aprender muita coisa, mas escrever “k” , “pk”, “bigado” e “mtx” “bjs”??? Dizem que é para poupar tempo. Curioso o “ppl” querer poupar exactamente naquilo que tem a rodos. No outro dia enviei uma mensagem: “ Devido a um contratempo o nosso convívio terá de ser protelado para amanhã.” Recebo a resposta, com o apito solene: “ok”.   Do belo!! Quase me saía um LOL.  Escrevo eu palavras como “contratempo”, “convívio” e “protelado” e recebo em réplica a tecla “o” e “k”?!!&lt;br /&gt;Quanto aos “k” nem vou referir o efeito que me provocam…quase o mesmo que o “bigado” !  Levanto sempre o sobrolho: que raio fará o k na palavra, ou no segundo caso que tipo sexual de gado será aquele?&lt;br /&gt;E recuso-me a receber mtx bjs! Eu adoro o romantismo com todas as letras!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110523054044690638?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110523054044690638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110523054044690638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110523054044690638' title='As palavras têm volume '/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110514160203255480</id><published>2005-01-07T23:45:00.000Z</published><updated>2005-01-07T23:46:42.033Z</updated><title type='text'>O fluxo dos dias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O calendário é uma grande invenção, penso enquanto olho os dias riscados numa agenda à minha frente. Dezenas de séculos se passaram até chegarmos ao ano, ao mês, ao dia, à hora, ao minuto, ao segundo… Tanta e quanta gente se regulou pelo nascer e deitar do sol, que organiza as nossas vidas, entre outras coisas. Os dias de aulas, os dias de descanso, as férias, as festas do Natal, Ano Novo ou Carnaval. O importante é esta repetição, é ela que nos permite medir a passagem do tempo.&lt;br /&gt;Vou voltando as páginas em correr de pesquisa. Um mês! Tornado uma semana. E depois apenas fixo num dia, um determinado dia. A duração de um projecto, de um interesse, de um desafio…  Rabiscados em anotações pessoais estão casos, dados, factos, que marcaram o tempo que o calendário gregoriano impôs. Ciclicamente, como se fossem regulados pelas fases lunares, pela subida ou descida das marés, pelas estações do ano, pelo rolar implacável dos dias, registam-se encontros e desencontros. Transitórios. Decisivos. Tornando o tempo, em registo, aparentemente mais curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a marcação inflexível de datas. Agora resumidas em meses e anos. Numa agenda que marca o fluxo dos meus dias.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110514160203255480?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110514160203255480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110514160203255480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110514160203255480' title='O fluxo dos dias'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110505196610458674</id><published>2005-01-06T22:45:00.000Z</published><updated>2005-01-06T22:52:46.103Z</updated><title type='text'>Manhã em caleidoscópio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Toca o sol uma gota de orvalho. Da noite gelada, em camadas sucessivas, solta-se um leve vapor da terra possuída pelo Inverno. A manhã acontece. Milagrosa, desdobrando luz. Na gota de orvalho, mil cores. Como num caleidoscópio, em que pedaços de vidro colorido formam desenhos extremamente belos que se modificam, simetricamente, à mais leve oscilação. Pergunto-me que espécie de sensação experimentaríamos se nos tornássemos anões do tamanho dos pedaços de vidro e rodopiássemos assim lá dentro. Ou saberemos isso mesmo porque a Vida é muito parecida com o interior de um caleidoscópio, penso. Olho a gota de cima, de lado, de frente, presa na folha onde acordou. Volúvel, hesitante, mas ainda assim, na perenidade de um momento de bênção.&lt;br /&gt;Como as manhãs, em ilusões de caleidoscópio, em que ousamos desprender uma lágrima…&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110505196610458674?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110505196610458674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110505196610458674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110505196610458674' title='Manhã em caleidoscópio'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110496396953562485</id><published>2005-01-05T22:24:00.000Z</published><updated>2005-01-05T22:26:09.536Z</updated><title type='text'>Interrogações d’ alva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;  Tenho perguntas que nunca te fiz. Daquelas que picam e podem doer. Que se infiltram nas noites e assistem a auroras. São perguntas de porquês. Perguntas que cavam abismos. Tenho também perguntas de quandos. E essas fazem esgotar o tempo...&lt;br /&gt;Mas tenho ainda outras perguntas, dessas que nunca te fiz. Daquelas que preenchem vazios. Dessas que podem mostrar outros caminhos, que fazem cair barreiras…&lt;br /&gt;E no raio de sol que derrete o gelo da manhã vejo ainda mais perguntas. Perguntas de ses, sempre.&lt;br /&gt;Hei-de guardar o sol no bolso. Para não me esquecer das perguntas quando te encontrar outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110496396953562485?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110496396953562485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110496396953562485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110496396953562485' title='Interrogações d’ alva'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110487530397493682</id><published>2005-01-04T21:47:00.000Z</published><updated>2005-01-04T21:48:23.973Z</updated><title type='text'>Dança ao anoitecer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há um momento perfeito no dia. Em que se consegue captar o instante e num silêncio individual o pensamento pode enfim dançar. Sozinho. Alonga-se, etéreo, permanece acima de nós, rodopiando em círculos, piruetas, enlaces. Sem reprimendas. Quando a benesse de estar só ultrapassa vazios. E ganha. E nesses diálogos íntimos sem nexo, brotando sem vontade e sem castigo, o dia toma novo significado. Como recompensa merecida de se ter vencido um desafio, mais um.&lt;br /&gt;E sorrindo deixo mais uma vez o meu pensamento saltar…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110487530397493682?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110487530397493682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110487530397493682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110487530397493682' title='Dança ao anoitecer'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110479271046280906</id><published>2005-01-03T22:50:00.000Z</published><updated>2005-01-03T22:51:50.463Z</updated><title type='text'>Fita ao entardecer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Presa a vi, apenas agitada pelo vento da tarde, num arbusto que o Outono secou. De onde se soltou? Quem a prendeu? Pertença agora de ninguém ou do mundo. Peça solitária num braço gritante onde a luz fugitiva do sol amortecia a cor. Como se dançasse, misto de sensualidade e esperança, num ultimo pôr-do-sol antes de se desfiar em esquecimento. A minha verdade nunca será a tua verdade. A tua verdade não será nunca a minha verdade. Talvez seja uma questão de vontade. Ficar preso ou não ficar. Sabes, apaixonarmo-nos ou não nos apaixonarmos. Desistir. Ou agarrarmo-nos.&lt;br /&gt;Fazer fita… prender a fita… soltar a fita.&lt;br /&gt;Num instante chega o entardecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110479271046280906?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110479271046280906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110479271046280906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110479271046280906' title='Fita ao entardecer'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110470543513371826</id><published>2005-01-02T22:29:00.000Z</published><updated>2005-01-02T22:37:15.133Z</updated><title type='text'>Conversa da meia-noite e onze</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ponteiros. Meia-noite e onze. Exactas. De ramo de doze rosas que chegam em dia marcado. Votos. [Fazem-se em datas.] Duas vezes ao ano. Em passagem do tempo e dia de aniversário. [Não podem ser em número par. Não as rosas.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesados os prós e contras, os novos anos trazem conversas que nunca são acabadas. Como as decisões. E propósitos de renovação. [E mudar a pele como as serpentes. Queria, assim, só uma vez.] Emparelhadas voltam as dúvidas. Em pontas de pés, para atordoar as noites. [Uma vez, não em pares, deixar de mentir a mim mesma.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa mais um segundo. Apenas isso, um segundo. Enroscada no sofá, o queixo pousado nos joelhos, não sei as respostas. [Todas as perguntas não têm que ter respostas.] Esmiúço-as por uma questão de coerência incoerente. Nem sei se as quero saber. [Tinhas de estragar tudo.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conversas são sons encadeados do que dorme no coração. [Estalactite em gelo. Lá dentro. Pingo a pingo.] O hoje e agora é sombra. Pálida, por consequência do tempo.&lt;br /&gt;[Ser, apenas ser.] Assim será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponteiro salta. [Sincopado.] Há-de saltar os doze. Não pode ser em pares. [Não as rosas.]&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110470543513371826?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110470543513371826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110470543513371826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110470543513371826' title='Conversa da meia-noite e onze'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110462834738975557</id><published>2005-01-01T00:01:00.000Z</published><updated>2005-01-02T01:12:27.390Z</updated><title type='text'>Cartão de Desejos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chegou. O Ano Novo, claro.&lt;br /&gt;Em cada badalada um caminhar para o segundo seguinte. Em cada passa um desejo, muito nosso.&lt;br /&gt;Acreditar é tornar possível. Não por ser mais um ano, que afinal é mais um dia.&lt;br /&gt;Na nossa vida tudo pode ser melhor. Espectacularmente melhor. &lt;br /&gt;Como nos cartões onde escrevemos desejos. Que ficam pendentes em palavras para um dia se materializarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ti, a concretização de todos os sonhos. Sobretudo que essa capacidade de sonhar perdure em cada segundo de cada hora de cada dia de cada semana de todos os meses do novo ano.&lt;br /&gt;Brindo a ti!&lt;br /&gt;Tchim-tchim!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110462834738975557?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110462834738975557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110462834738975557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110462834738975557' title='Cartão de Desejos'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110435656262771397</id><published>2004-12-29T21:40:00.000Z</published><updated>2004-12-29T21:42:42.626Z</updated><title type='text'>Sms de Amor</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Se me tivessem perguntado antes, ou me tivessem dado a escolher, não há (não haveria!) outra igual… Parabéns, Mãe!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110435656262771397?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110435656262771397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110435656262771397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110435656262771397' title='Sms de Amor'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110419269996291138</id><published>2004-12-28T01:10:00.000Z</published><updated>2004-12-28T00:11:39.963Z</updated><title type='text'>Postal de Parabéns</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Num postal não cabe tudo, mas não vou escrever-te um testamento. Adormecias antes e com um suspiro de “está giro”. Há alturas em que haveremos sempre de perguntar, mas para quê?!! E nem por um decreto vais pensar nelas hoje.&lt;br /&gt;Pois… (uma das nossas palavras profundas) que tenho para te dizer? Hmmmm! Deixa ver… Pois… sou eu a dar descontos e tu os benefícios de dúvida!!!&lt;br /&gt;Nem sempre estamos de acordo, mas estamos muitas vezes em sintonia. Gosto da maneira como debatemos as nossas ideias e como encontramos paralelismos nas existências. Gosto do repto das nossas diferenças e da complementaridade dos nossos passos.  Gosto das nossas conversas na net, no telefone e quando atacamos uma caipirinha. Gosto desses momentos… que ficarão sempre no meu pensamento. E claro, dos teus devaneios!&lt;br /&gt;Um beijo repenicadíssimo…&lt;br /&gt;Neste dia que é teu, Loira, minha Amiga… Parabéns!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110419269996291138?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110419269996291138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110419269996291138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110419269996291138' title='Postal de Parabéns'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110418536276171190</id><published>2004-12-27T22:02:00.000Z</published><updated>2004-12-27T22:09:22.763Z</updated><title type='text'>Missiva de Ternura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não te fiz bolo, nem te escrevi carta, nem te fiz festa-surpresa. Já sabes que sou assim desde o dia em chegaste. Não eras a maninha que eu queria e hoje penso que ainda bem. Eras uma miniatura, rosadinha. Carequinha e tudo.&lt;br /&gt;Hoje acordei a pensar na primeira vez que te vi. E nos anos que passaram após esse momento… Sabes, fico de sorriso grande quando penso nos teus primeiros passitos, numa "noite de chuva" e nos planetas que te ensinei a ti e depois ao teu filho. E que hei-de ensinar à tua filha. Podes apostar.&lt;br /&gt;Hoje sorrimos e estivemos à mesma mesa e tomámos café juntos. Ah! E ainda havemos de fazer uma competição de bicicleta de ginástica…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que todos os teus desejos sejam realizados.&lt;br /&gt;Para ti, um beijo de parabéns tão grande, mas tão grande, que vais ter de andar um ano inteirinho a limpar a baba!!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110418536276171190?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110418536276171190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110418536276171190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110418536276171190' title='Missiva de Ternura'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110410231781341457</id><published>2004-12-26T23:03:00.000Z</published><updated>2004-12-26T23:05:17.813Z</updated><title type='text'>Bilhete de Domingo</title><content type='html'>Não te preocupes. Vou ver o mar. Sei que traz e leva. Dá e ceifa. Atrai e arrecada. Tem vida e mata.&lt;br /&gt;Eu volto. Depois da minha conversa com o mar. Hei-de perdoar o que compreendo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110410231781341457?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110410231781341457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110410231781341457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110410231781341457' title='Bilhete de Domingo'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110410192624120986</id><published>2004-12-25T22:55:00.000Z</published><updated>2004-12-26T22:58:46.240Z</updated><title type='text'>Recado ao Pai Natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Adorei as minhas prendas, Pai Natal. Obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos ao que interessa! Ando quase a ter a certeza que não existes, Pai Natal. Não é bem por mim, mas parece que desapontas todos os anos o pessoal. Serão as renas que te deixaram a pé? Bateste com a cabeça nalgum pinheiro? Andas de amuo com o Menino? Será algo mais grave como o facto de não existires?&lt;br /&gt;Acordei e vi que o mundo não está melhor, que continua a doença, a fome, a guerra, o frio, o calor, dilúvios e secas, os egoísmos e hipocrisias, terramotos e maremotos. A humanidade pediu bens para além dos mundanos, mais que jogos de consola e material sonante nos bolsos. Eu sei que sim. Eu fiz desejos, eu ouvi e li desejos. E muitos tentaram ser bonzinhos, eu também sei que sim. Até conheço alguns, sabes? E eu fiz um grande esforço, sinceramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde ficaste tu, entretanto? Preso em chaminés de votos?&lt;br /&gt;Queres estragar os sonhos das crianças e insensibilizar os adultos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra que te queria ver uma vez, Pai Natal, só uma vez…&lt;br /&gt;E vou fazer por esperar mais um ano. Para o ano…vens?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110410192624120986?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110410192624120986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110410192624120986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110410192624120986' title='Recado ao Pai Natal'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110394302112310028</id><published>2004-12-24T02:44:00.000Z</published><updated>2004-12-25T02:50:21.123Z</updated><title type='text'>Ceia (de Natal)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tudo quase pronto. Falta apenas aquele último gesto, ajeitando os guardanapos em esquadria. Os pratos, os copos, os talheres. Já está.&lt;br /&gt;É a ceia.&lt;br /&gt;Vai ser servido o jantar. De Natal, pois claro...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ementa:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Cocktails&lt;/em&gt;: Batido Pick-Me-Up. Acabar de encher com esperança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Entradas&lt;/em&gt;: Crepes de agrado; Bolinhos de ternura; Salteados de boa disposição; Recheadinhos de reencontros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sopa&lt;/em&gt;: Alegria à nossa moda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Prato principal &lt;/em&gt;para todos: Saúde e Paz interior. Para repetir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Molhos&lt;/em&gt; doces e acres: Beijos dos pequenitos; Saudades dos que não estão mais connosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acompanhamentos&lt;/em&gt;: muita Música; Velinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Doces&lt;/em&gt;: Os que se desejarem, com guarnição de meiguices dos que amamos e nos fazem sentir amados. Polvilhados com carinho, cumplicidade e amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bebidas&lt;/em&gt;: Espirituosas ou não. Brindando, que a alma precisa rir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom apetite.&lt;br /&gt;Feliz Natal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110394302112310028?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110394302112310028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110394302112310028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110394302112310028' title='Ceia (de Natal)'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110391083242283323</id><published>2004-12-23T17:51:00.000Z</published><updated>2004-12-24T17:53:52.423Z</updated><title type='text'>Canções (de Natal)</title><content type='html'>Vou escolher uma canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por ser Natal,&lt;br /&gt;que Natal é quando queremos.&lt;br /&gt;Vou trauteá-la o dia inteiro&lt;br /&gt;e nos dias após os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vai ser perto da árvore&lt;br /&gt;Nem por ser Dezembro agora,&lt;br /&gt;Mas porque me apetece cantar-te&lt;br /&gt;Uma canção de Natal.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110391083242283323?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110391083242283323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110391083242283323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110391083242283323' title='Canções (de Natal)'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110366582239280813</id><published>2004-12-21T21:43:00.000Z</published><updated>2004-12-21T21:50:22.393Z</updated><title type='text'>Espírito (de Natal)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se alguém sempre sentiu e viveu esse espírito foi a minha avó. Qualquer que fosse a época, o ano, o dia. Porque acho que ela teve sempre dentro de si a grandiosidade dos mais nobres sentimentos e foi capaz de lhe dar significado nos mais pequenos gestos. Lembro-me dela sempre igual, em arrastar de anos, em contratempos reais, perdendo quem amava em ironias temporais e, mesmo assim, porte de confiança e fé nos outros e em justiças sagradas, que só ela, na sua limpidez de alma, era capaz de captar e absolver.&lt;br /&gt;Hei-de recordá-la sempre agradecendo cada dia, dando aos outros tanta da sua força e com uma luz especial nos olhos, especialmente em ocasiões em que a família se reunia. Havia sempre uma lembrança especial (de quem se esquecia ela, meu Deus?), uma palavra simples e directa, uma cumplicidade partilhada, íntima, nos seus olhos eternamente jovens. Na doçura da carícia das suas mãos havia sempre algo que ficava além das palavras, dádivas sem cobranças… Não, não conseguirei nunca descrever a minha avó…&lt;br /&gt;Apenas que, quando a ouvia falar, andar no seu passo miudinho de quem nunca acaba afazeres, contar um episódio da vida longa que foi a sua, sobrarem sombras nos seus olhos quando via as calamidades de mundo e, mesmo assim, acreditar no dia seguinte, me faz sentir que eu, pessoalmente, um dia conheci o espírito vivo do Natal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110366582239280813?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110366582239280813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110366582239280813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110366582239280813' title='Espírito (de Natal)'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110358263429720042</id><published>2004-12-20T22:35:00.000Z</published><updated>2004-12-20T22:43:54.296Z</updated><title type='text'>Imagens (de Natal)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fiquei imenso tempo a olhar um postal de Natal. Já não perdemos tempo a escrevê-los. Agora é mais rápido um email, um telefonema. Espécie de foward em tempo de festividade, quase tornada obrigatória. Mas os postais guardam ainda a ternura em cartão, aberto em desejos de época feliz e votos de um novo ano cheio de melhoria(s).&lt;br /&gt;Delicio-me com flocos de neve caindo em paisagens que hão-de sempre ser as que desenhava em miúda, com meninos em guerra de bolas de neve, com gente delineando corações em janelas embaciadas pelo frio, com anjos entoando &lt;em&gt;Glória in excelsis Deo&lt;/em&gt; ou um trenó com renas e coros cantando &lt;em&gt;jingle bells&lt;/em&gt; sob pinheiros cuneiformes…&lt;br /&gt;Mas o que ainda me humedece os olhos no Natal é o Presépio. Esse sim, é o símbolo que nos representa. Um pobre carpinteiro que levou um pobre burrico, até um estábulo, com uma pobre mulher que pariu, no chão, uma pobre criança sonhadora. Cercado pelo boi e pela vaca nasceu uma mensagem de esperança e fé. Acho que nós afinal somos assim, pobres crianças sonhadoras, olhando uma estrela, algures, e tentando encontrar o caminho num mundo de ilusões…&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110358263429720042?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110358263429720042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110358263429720042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110358263429720042' title='Imagens (de Natal)'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110349316781285961</id><published>2004-12-19T21:49:00.001Z</published><updated>2004-12-19T21:52:47.813Z</updated><title type='text'>Árvore (de Natal)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://imagemepalavra.blogs.sapo.pt/arquivo/xmastree.jpg" width="150" align="left" hspace="15" vspace="5" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No topo falta a estrela.&lt;br /&gt;Por falta delas na terra, é provável. Ou porque estrelas não dormem em árvores. -- bem, na árvore de Natal tudo é possível, se colocado ainda com a candura da infância. -- Depois olho com atenção os raminhos. Afinal, sou capaz de colocar uma luzinha em cada um. Beijos de todos os que tocaram outros Natais. Desejos de outros que tocarão Natais vindouros.&lt;br /&gt;Gosto de pendurar anjos. Têm nomes. Lado a lado com sinos que tocam memórias. -- trazem lembranças de longe os magos que caminham na noite e agora peregrinam em direcção à minha árvore. --&lt;br /&gt; E finalmente, as luzes. Tem de ter luzes… Aquecem, mais que tudo a época. -- não vale a pena aquecer o que já esfriou, penso. -- Mas, afiançaria que um dos anjos sorriu. Irónico?! Promissor?!&lt;br /&gt;Vou ver se encontro uma estrela e a deixo na palma da mão…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110349316781285961?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110349316781285961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110349316781285961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110349316781285961' title='Árvore (de Natal)'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110332171632024550</id><published>2004-12-17T22:08:00.000Z</published><updated>2004-12-17T22:15:16.320Z</updated><title type='text'>Prendas (de Natal)</title><content type='html'>Começa-se a lista. Porque tem de ser, muitas vezes. Difícil sempre pensar o quê. Raras vezes sabemos exactamente o quê. E detesto pensar em chocolates como a última alternativa. Olha-se, pega-se, larga-se… Será que gosta? Que tem? Volta-se atrás, torce-se o nariz, pega-se, larga-se. Olha-se de novo a lista, que de repente se torna interminável, embora os embrulhos na base da árvore tenham uma beleza de tarefa completada. É essa imagem que acaba por vencer. Finalmente a decisão, a maior parte das vezes insegura e que não convence o próprio. E então lembro-me sempre da anedota:&lt;br /&gt;Mãe para a filha mais nova:- Então o que gostavas que o Pai Natal te desse?&lt;br /&gt;- Um contraceptivo.&lt;br /&gt;- Um contraceptivo??!&lt;br /&gt;- Sim, é que eu tenho cinco bonecas e não quero ter mais nenhuma…&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110332171632024550?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110332171632024550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110332171632024550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110332171632024550' title='Prendas (de Natal)'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110323548916957714</id><published>2004-12-16T22:11:00.000Z</published><updated>2004-12-16T22:18:09.170Z</updated><title type='text'>Sonhos (de Natal)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://imagemepalavra.blogs.sapo.pt/arquivo/sonhos.jpg" width="150" align="left" hspace="15" vspace="5" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Pai Natal vem aí…Dizem que vai chegar à cidade… Escrevo-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou pedir muito, não. Nunca peço e se calhar é por causa disso que nunca tenho muito. Parece que tanto faz pedir-se muito como pouco; por isso, abro do uso da palavra e eu vou estender a lista. Vou escrever uma carta, daquelas minhas, com muitas considerações. Já sei que ele nem vai ler mas, como muita coisa na vida, não interessa. Tem muito que fazer, falta de tempo e o problema logístico das renas para resolver…&lt;br /&gt;De qualquer forma, vou escrever, este ano. Vou aprimorar a letra, as frases, o conteúdo.&lt;br /&gt;Mas ando com desejos. De sonhos…&lt;br /&gt;2,5 dl de água ;75 grs de manteiga ;2 cascas de limão ;1 colher de café de sal ; 200 grs de farinha ; 5 ovos médios ; açúcar fino ; canela; calda de açúcar ; óleo q.b.&lt;br /&gt;Sei bem o que vou escrever. Falarei da família e dos amigos, raios de sol em dias de frio. Sei exactamente o que pedir para cada um deles. Acto  de carinho, como sempre que me cruzam a lembrança.&lt;br /&gt;Leva-se a água ao lume com a manteiga cortada em bocados, as cascas de limão e o sal.Deixa-se levantar fervura e derreter a manteiga completamente. Retira-se o tacho do lume, adiciona-se a farinha peneirada de uma só vez e mexe-se fortemente. A massa deve formar uma bola em volta da colher, separando-se do tacho.&lt;br /&gt; Também lhe vou falar de desejos, daqueles que se colam na alma. Alguns ficaram sempre no limiar do sonho. E ficarão, eu sei. Sonhos de Natal, não. Que o Natal não é nada todos os dias, já o percebi assim que deixei de saber que tu descias pela chaminé.&lt;br /&gt;Leva-se a massa novamente a lume brando para secar um pouco mais e depois deita-se no recipiente em que será batido (à mão ou em máquina eléctrica). Deixa-se passar o calor mais forte.&lt;br /&gt;Necessidade de calor, humano. Aprendemos que ninguém é uma ilha. Ninguém é ninguém sozinho. E que fazer quando alguém deixou de estar lá? Ou tudo fica para o “sempre” relativo, enquanto duram lembranças?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abrem-se ovos para um recipiente e ligam-se muito ligeiramente. Juntam-se os ovos à massa, batendo sem parar.&lt;br /&gt;Vamos batendo os dias, essa massa, levedando escolhas, creio eu. Há quem diga que são sortes. Outros que as fazemos. Não sei, Pai Natal, mas as pessoas não têm o que merecem, não.&lt;br /&gt;A massa está pronta quando levantar a colher ou batedor fizer uma ponta transparente que não cai. Tem-se o óleo moderadamente quente (nunca mais de 170ºC), mergulham-se duas colheres neste óleo, escorrem-se e com elas tiram-se bocadinhos de massa, que se moldam, tanto quanto possível, em bola.&lt;br /&gt;Bolas. Bolas de neve. Sonhos… Não são apenas no Natal. O Natal é enganador, nas prendas, nos votos, nos encontros. Mas concordo, deveria haver sempre Natal.&lt;br /&gt;Deita-se esta massa na gordura, que irá ao fundo do recipiente 1 ou 2 minutos, depois ajuda-se a soltar-se e deixa-se cozer até alourar. Durante a cozedura, que é lenta, os sonhos viram-se sozinhos havendo quem os pique com uma agulha ou lhes bata. Escorrem-se sobre papel absorvente e comem-se polvilhados com açúcar ou com açúcar e canela ou regados com uma calda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, Pai Natal, desta vez, eu quero sonhos…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110323548916957714?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110323548916957714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110323548916957714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110323548916957714' title='Sonhos (de Natal)'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110306036349220268</id><published>2004-12-14T21:37:00.000Z</published><updated>2004-12-15T00:49:18.876Z</updated><title type='text'>Excertos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma carta de despedida são palavras queimadas. Excertos de pensamentos que foram labareda, lá dentro. Reacendidas infinitas vezes. E num rasgo de vontade, escritas. Não com o significado que amadureceu, doído. Tornam-se tão leves. Quase banais, por desgaste. Ela seguiu a caneta que delineava emoções, tentadas a serem retrato de alma, exposto. Choro em tinta que as lágrimas já secaram quando as decisões crescem e os afastamentos criam paredes. Justificação interior que pretende tocar o outro, é sempre. As minhas razões, as tuas razões, a razão de ninguém. Remoídas, repisadas. As ideias são acendalha em palheiro de desagrado. Ela voltou a ler o seu coração despido, mostrado mais que o corpo em noites de intimidade. Entrega que brota de raivas, angústias, temores. Mais uma acha, acrescentou. Apenas mais uma.&lt;br /&gt;Quando ele se aproximou e lhe beijou a testa, ela olhava ainda para a folha que se consumia, em chama vitoriosa, no cinzeiro. No ar subia o fumo do que fica por dizer. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110306036349220268?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110306036349220268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110306036349220268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110306036349220268' title='Excertos'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110298366068886970</id><published>2004-12-14T01:17:00.000Z</published><updated>2004-12-14T00:21:00.686Z</updated><title type='text'>Traço</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele olhou o céu onde o grande pássaro ganhava altura. O barulho dos motores fê-lo sentir, pela segunda vez nesse dia, que perder é jogo da vida. Ela ajeitou-se melhor no assento, ajustou o cinto pela segunda vez e tentou imaginar em que pensaria ele, agora. Ganhava a distância e ambos sentiram que nunca tinham estado tão perto, nos últimos tempos. Sem história agora. Timing, sempre o timing, que nunca fora o certo. Nem seria. Quando ele se insinuou, durante um mês, ela afastou-o de modo calmo. Quando ela lhe encontrou espaço na existência, ele destruiu o interesse, em certezas nunca ganhas. As paixões têm toques de ironia. Como os beijos de nunca te vou esquecer. E os abraços tornados frieza em saudades que nunca morrem. Reteve o cheiro dela, como se tivessem acabado de sair do duche. E os cabelos soltos sobre o peito dele, em ondas, sempre. Seguiu no céu o risco de fumo branco. Deixou-se ficar preso na curva que se desenhava no azul e também essa desapareceria. Linhas de timing nunca são adiadas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110298366068886970?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110298366068886970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110298366068886970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110298366068886970' title='Traço'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110289262984382017</id><published>2004-12-12T23:01:00.000Z</published><updated>2004-12-12T23:08:57.066Z</updated><title type='text'>Segredos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há segredos que se guardam a vida toda, remexia ela no fundo do gelo que rodopiava no copo. Sorveu um gole da bebida, engolindo um dia de existência e um estar onde não se está. A música batucando pelas cabeças que abanavam em risos. À sua volta. Sem sentido. Prendeu-a o aroma doce que lhe beijou as narinas. Mas foram as figuras, que saíam do cachimbo do homem mesmo sentado a seu lado, que a despertaram. Tomavam formas os segredos, aqueles que não se trocam nem com a melhor amiga, os que moram e morrem dentro de cada um. Voltou à sua bebida, mas os olhos teimavam em seguir passados, tornados fumo e presente, saindo de um cachimbo, num bar de que nem ia fixar o nome. A vontade cresceu de dar um segredo só seu, a um desconhecido, tudo tornado tão fácil. O homem olhou-a, em interpretação de interesse de solitário, que analisa contornos. Desceu até às pernas nuas, dela, cruzadas, e esboçou um sorriso de conquista de final de noite. Enjoou-a a repetição de banalidades.&lt;br /&gt;Apagaram-se os segredos no cachimbo que ele sacudiu no cinzeiro com gestos familiarizados. Enquanto lhe olhava o decote.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110289262984382017?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110289262984382017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110289262984382017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110289262984382017' title='Segredos'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110280837746016435</id><published>2004-12-11T23:25:00.000Z</published><updated>2004-12-11T23:39:37.460Z</updated><title type='text'>Chamas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A mudança do vento anunciava chuva. Ela quase o podia jurar. Beberam o café da praxe depois da troca de mensagens em que desafiavam o outro e tinham ouvido uma música antiga. Não havia já o calor do costume dos encontros de fim de tarde. Por isso ela acendeu a lareira, numa tentativa de tornar o ambiente mais verosímil. Ia mudar o tempo. O fumo encaracolando na lareira era prenúncio disso.Deitados no chão completaram o que não tinha nada de amor e que também não se podia chamar amizade. Com a mão no ventre ainda liso dela, ele falou de si mesmo, como fazia no sempre depois. Ela divagava, noutra dimensão, ponderando no significado daqueles fins de tarde esporádicos, como revisões de matéria em que cada um se prestava a uma prova sem resultado específico. Acendeu um cigarro e ficou a olhar a primeira baforada, mesmo sabendo que isso iria interromper o desfiar sincopado dele de outras listas que ela sabia também fazer parte. Deu-lhe um beijo e levantou-se. Nua, dirigiu-se à lareira, e enquanto olhava as chamas, estendeu as mãos em concha desejando captar, sem porções fingidas, o calor que fugia pela chaminé. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110280837746016435?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110280837746016435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110280837746016435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110280837746016435' title='Chamas'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110272664445167833</id><published>2004-12-11T01:55:00.000Z</published><updated>2004-12-11T17:15:59.283Z</updated><title type='text'>Sax</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No palco, agora à média luz e onde só um holofote brilhava sem cegar, libertava-se um fumo ténue que tocava as cortinas e serpenteava em direcção ao público suspenso. O sax barítono, majestoso, marcava a  primeira presença. Seguia-o o tenor. O pé dela estendeu-se acompanhado o som. Ao lado dela, ele endireitou-se no momento da entrada do sax alto. &lt;em&gt;When saxophonistes Collide&lt;/em&gt; brotou, suspendeu, levou cada a um ao seu recanto mais íntimo. Ela aconchegou-se na cadeira, o braço pendendo em movimento ritmado. Ele olhou-a de lado no momento em que o sax soprano sobressaiu. Havia harmonia, calor. O quarteto era agora música de fundo de um outro cenário, longínquo, tornado urgente. As cortinas eram outras, o compartimento também. Ele pousou a mão ao de leve no joelho dela. A mão subiu na mesma cadência musical. Parou no instante dos aplausos. Então eles levantaram-se e dando as mãos mergulharam no frio da noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110272664445167833?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110272664445167833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110272664445167833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110272664445167833' title='Sax'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110262839943414784</id><published>2004-12-09T21:37:00.000Z</published><updated>2004-12-09T21:39:59.433Z</updated><title type='text'>Círio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os passos ecoaram na sé vazia. Sentou-se no banco mais distante. Nas procuras de respostas a quantas portas batemos? Ou é apenas a busca de uma paz interior que não chega ou não se quer ver? Olhou sem interesse os azulejos de século, o vitral esplendoroso e o altar enfeitado de fresco. Sentiu necessidade do incenso das festividades da infância, sem culpas. A brisa do entardecer percorreu-lhe o corpo frágil. Humedeceu os lábios e tentou uma prece que não saiu. Abençoados somos por sermos diferentes. Abençoados talvez por não nos conhecermos nunca até ao fundo de nós próprios ou seríamos os maiores inimigos de nós mesmos. Ama os outros como a ti mesmo, em ladainha de mandamento. Nada acontece como o prevemos. Tudo se desfaz quando não o desejamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi quando descobriu o círio, iluminando a face terna de uma imagem que ela não reconhecia. O fumo, finíssimo, subia rodopiando. Mensagem codificada, quis ler. Três perguntas, decidiu, num altear de peito que não a aliviou. Mais uma vez a procura de sinais. Olhou fixamente a chama e esperou… das três vezes a chama elevou-se acima do que ela esperava e um fumo denso desprendeu-se em libertação. Saiu. Podiam não ser as respostas, mas seguramente eram um caminho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110262839943414784?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110262839943414784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110262839943414784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110262839943414784' title='Círio'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110254591995905786</id><published>2004-12-08T22:42:00.000Z</published><updated>2004-12-08T22:45:19.960Z</updated><title type='text'>Fumo</title><content type='html'>&lt;img src="http://imagemepalavra.blogs.sapo.pt/arquivo/cigar.jpg" width="150" align="left" hspace="15" vspace="5" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O encontro entre a chama e a ponta que fica em brasa. Como em ritual de perpetuação do contacto de corpos que se unindo possibilitam a eternidade do que se sabe fugidio.&lt;br /&gt;O olhar dela perde-se na noite. A alma perde-se em dúvidas.&lt;br /&gt;Olha a cinza que se amontoa num cinzeiro cheio. Questões a que não sabe responder, mais uma vez postas em balança que não tem fiel próprio. A vontade é uma espiral em fuga. No fumo que agora sobe em direcção ao tecto e se cola nas paredes e na roupa, fica a marca de um gesto. Seu, perpetuado no agir que fica, mas ninguém cuida. Como os calceteiros compondo pedras, é a imagem desenhada na memória, aquela que surge do nada. O acariciar de desejos. Pensa numa mão roçando o seio. Cobrindo-o e deslizando. Tão volátil como fumo, mas sem cheiro, sem cor. Estica os dedos longos e sente que não se prende o que não se pode prender.&lt;br /&gt;Nos olhos um molhar quase invisível. Humedecidos, fecham-se em outras considerações.&lt;br /&gt;__Que tens? - pergunta ele.&lt;br /&gt;__Nada. É o fumo.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110254591995905786?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110254591995905786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110254591995905786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110254591995905786' title='Fumo'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110245799468366872</id><published>2004-12-07T22:17:00.000Z</published><updated>2004-12-07T22:24:19.713Z</updated><title type='text'>Zanga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Os sofrimentos humanos têm facetas múltiplas: nunca se encontra outra dor do mesmo tom.&lt;/em&gt;” - Ésquilo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou o relógio uma vez mais sem se aperceber que o tinha feito no minuto anterior. O tempo tem pausas e avanços diferentes, pensou. Marcam-se em esperas, concluiu. Amantes são aqueles que amam, desmembrou. Voltou ao espelho, compôs a madeixa teimosa, verificou o risco perfeito nos olhos que lhe sombreavam o olhar triste desde o momento que não sabia precisar. Ensaiou o sorriso compreensivo de amante com tempo para quem se justificava sem tempo. E não gostou. Ajeitou as meias pretas compradas para a ocasião e o vestido justo acabado de perfumar com a essência very blue que ele lhe tinha oferecido. Voltou a ouvir a música que se repetia num replay que lhe fazia parecer o tempo mais curto, porque soava em círculos. Crescia dentro de si, incontrolável, a vontade de final de filme em que as personagens se separam. Com vida nova em outra tela. Não é fraqueza a raiva que se tira de dentro de cada um, repetiu. Amantes, aqueles que amam. Ou esperam, em tempos que perderam o tempo. Insatisfeita se viu, no alto do salto fino que lhe prolongava a espera e aumentava a dor. Nada é nada, revoltou-se. Deixou cair a alça no ombro e o prazo dado.&lt;br /&gt;Quando ele tocou à campainha já não a encontrou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110245799468366872?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110245799468366872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110245799468366872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110245799468366872' title='Zanga'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110237355354510884</id><published>2004-12-06T22:48:00.000Z</published><updated>2004-12-06T22:52:33.546Z</updated><title type='text'>Xis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Geralmente erra mais quem decide cedo do que quem decide tarde; mas, depois de tomada a decisão, é necessário recuperar o atraso da sua execução&lt;/em&gt;.” -  Francesco  Guicciardini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se na carruagem, no lugar marcado pelo bilhete, num destino que ia ser o seu. Vidas são movimento em linhas cruzadas. Aconchegou-se contra o assento, numa procura de calor que lhe fugia como os pensamentos. O reflexo no vidro da janela mostrou-lhe um olhar cansado de si. Ou talvez o cansaço de lutar contra ilusões. Xis, a incógnita, sempre.Perdeu-se em outras viagens. Quando uns braços a esperavam, o sorriso a motivava e as palavras faziam sentido. Perdeu-se, no momento que cobra a indecisão, nos beijos molhados, nas mãos ansiosas, nos recantos de encontros fugazes e sonhos adiados. Relembrou promessas tácitas, sussurradas e ansiosas. Viu-o, ainda, em outra noite, de olhos brilhantes em desejo e consumação. E ficou cortada a janela pelas linhas do caminho-de-ferro, em serpentear de destinos. Já não adiados.&lt;br /&gt;Um xis desenhado, preciso, gritante mesmo à frente dos seus olhos. Poderia ainda descer. Voltar atrás. Questão de instantes que prendem escolhas. Até ao soar do apito.&lt;br /&gt;Encolheu os ombros, submissos a uma opção, agora feita sua. As estações ficam para trás, é assim que deve ser até ao apeadeiro final. Quando o revisor lhe pediu o bilhete, ela respirou fundo. Mais vale tarde…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110237355354510884?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110237355354510884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110237355354510884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110237355354510884' title='Xis'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110228777876737356</id><published>2004-12-05T23:01:00.000Z</published><updated>2004-12-05T23:02:58.766Z</updated><title type='text'>Vontade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“A vontade, se não quer, não cede, / é como a chama ardente, / que se eleva com mais força quanto mais se tenta abafá-la.”&lt;/em&gt; - Dante Alighieri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou a lareira sem a ver. Sombras que dançavam nas paredes, menos densas que as que sabe dentro de si. Estendeu as mãos, instintivamente, em direcção ao fogo. A íris dilatou e contraiu enquanto os pensamentos se misturavam em segredos seus. A lareira ganhou vida, quebrando silêncios que serviram sempre de refúgio. Do vazio que preencheu cada parte do seu ser, passou a lista em dever e haver. Sorriu, enquanto as pernas se cruzavam, num gesto sensual, muito seu. Única sentiu-se, sem proveito em qualquer causa que não a sua. Exausta de silêncios. Remetida ao emudecimento de todas as vontades.&lt;br /&gt;A íris dilatou e contraiu-se no exacto momento em que se levantou, decidida.&lt;br /&gt;O corpo, feito mola, obedeceu. Dos dois pingos de perfume deixados nos pulsos ficou o rasto da audácia. Contornou os lábios e atirou um beijo às chamas.&lt;br /&gt;Era o agora. A íris voltou a dilatar-se e a contrair-se no momento em que fechou a porta de casa e a noite a absorveu.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110228777876737356?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110228777876737356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110228777876737356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110228777876737356' title='Vontade'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110220131253192404</id><published>2004-12-04T23:00:00.000Z</published><updated>2004-12-04T23:01:52.530Z</updated><title type='text'>Universo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“No universo tudo procede por vias indirectas. Não existem linhas rectas.”&lt;/em&gt; - Ralph  Emerson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou ela estremunhada com sons que ecoavam dentro de si. Estendeu as pernas e acariciou o ventre, enquanto um calor estranho se espalhava por todo o corpo. Pela janela escorria uma luz fresca e branca, as cortinas pendiam em ligeiro estremecer. Distinguiu no céu que sobrava na abertura uma estrela que brilhava mais que as outras. Era a noite que não chega a noite… Tudo procede por vias indirectas, pensou. Desenhou mentalmente as mãos dele que se estendiam para si. Sentiu o toque suave de uns lábios que a tocaram. União e universo, desejou. Vogou em viagens que só ela conhecia. Deixou escorrer o tempo e a vontade num mundo que era apenas seu. Alongou o corpo e entregou-se, de olhos fechados, a um outro universo.&lt;br /&gt;Quando adormeceu, ainda sentia no corpo a certeza de que não existem linhas rectas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110220131253192404?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110220131253192404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110220131253192404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110220131253192404' title='Universo'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110212353267449581</id><published>2004-12-04T01:21:00.000Z</published><updated>2004-12-04T01:25:32.673Z</updated><title type='text'>Tango</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;A dança: uma expressão perpendicular de um desejo horizontal&lt;/em&gt;” - Bernard  Shaw&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez o tango…Quando, ao som de um tango, os sapatos entram na pista de dança, o que se sente é essa vontade de criar um sonho a partir do nada.&lt;br /&gt; Na verdade, quando dançamos não precisamos de mais nada senão dos nossos ouvidos, cérebro, coração, pernas e de um outro ser humano com quem possamos partilhar um abraço terno e apertado.&lt;br /&gt;Da beleza sensual que fica presa na retina, os passos multiplicam-se. A mulher move-se e o homem segue-a. A música transforma-se em movimento corporal. Ele envolve-a, a mão direita segurando suave e firmemente o corpo da mulher…&lt;br /&gt; “Marca-me”, diz ela, quando se inicia a dança e eu fico presa no gesto das mãos que deslizam na nuca dele. Os rostos colados, as mãos que escorregam, os malabarismos, os rodopios, o passo final…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ar paira ainda o som do bandoneón…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110212353267449581?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110212353267449581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110212353267449581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110212353267449581' title='Tango'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110202552974371355</id><published>2004-12-02T22:07:00.000Z</published><updated>2004-12-02T22:12:09.743Z</updated><title type='text'>Serenidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;A quietude... É o bem daqueles que escolheram para sempre uma parte do seu destino e que enjeitaram a outra.”&lt;/em&gt; - Sidonie  Colette&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minha vida de gota de água pouca história há para contar. Pela primeira vez na minha vida o sentimento de uma dolorosa e forte melancolia tomou conta de mim. Já antes sentira tristeza, daquelas que chegam, cíclicas como o rodar do ciclo da água. Mas melancolia só se sente quando se olha para trás. Descobri a vida ao abandonar o rio, beijada pela ilusão do calor do sol. Subi, em arrebatamento, condensada na nuvem que me levou a conhecer o mundo. Ah, a felicidade busca o sol, por isso pensamos que o mundo é alegre, mas a infelicidade esconde-se na distância. Insatisfação e vazio que nos fazem precipitar. Pequenas coisas, sempre.  Havemos de voltar ao ponto de partida, compreendo agora. Por isso hoje, desço à terra, chuva feita de calmaria, escolha de caminho, largando quimeras e … deslizando no rio, procuro a serenidade em direcção ao mar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110202552974371355?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110202552974371355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110202552974371355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110202552974371355' title='Serenidade'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110194284342182895</id><published>2004-12-01T23:03:00.000Z</published><updated>2004-12-01T23:14:03.420Z</updated><title type='text'>Recordação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;A recordação é o perfume da alma. É a parte mais delicada e mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração e segui-lo por toda a parte&lt;/em&gt;”. - George Sand&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundo do mar guarda fatídicos segredos. Guarda sábios silêncios e espíritos misteriosos. Fascínios e temores. Alguém me diz que só nos recordamos verdadeiramente daquilo que nos era destinado… talvez apenas o vivamos enquanto tem razão de ser.&lt;br /&gt;O mar guarda lágrimas, sem dúvida, revestindo-as de recordações. Hoje sou peixe, ser das águas. Estranho não mais habitar a terra, não agir como me ensinaram a ser, esquecer o meu nome e vogar consoante as marés. Já não é Outono nem Inverno, porque o tempo nas recordações é nenhum tempo.&lt;br /&gt;Mas até no fundo do mar são incessantes as memórias, porque os seres da mesma espécie convergem num mesmo destino. Mesmo que sete mares nos separem.&lt;br /&gt;Em espiral, suavemente, mergulho até às profundezas do meu coração.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110194284342182895?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110194284342182895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110194284342182895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110194284342182895' title='Recordação'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110186682557223771</id><published>2004-12-01T02:05:00.000Z</published><updated>2004-12-01T02:07:05.573Z</updated><title type='text'>Quotidiano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;A pele engelhada do quotidiano, quando está cheia de sensações, torna-se surpreendentemente voluptuosa.&lt;/em&gt;” – Virgínia Woolf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci árvore e tornei-me o ponto de paragem das aves. No canto melancólico de um pássaro quanta mensagem e profecia se encontram. Contaram-me que na mitologia celta, as mulheres do outro mundo se apresentam muitas vezes na forma de pássaros, cisnes ou gansas selvagens. E que as árvores têm um simbolismo único. Gosto de ser árvore, e de em mim pousarem aves. Mas , entre dois pensamentos, penso que se fosse tudo isso, nada disso seria eu.  Por isso me quedo, no rolar dos dias, esperando novos cantos. Sigo as datas,  em rotação continuada da terra e da vida. No crescer e no perder da folha, descorado, igual e repetido, estendo os ramos em visões de fuga, vestígios de outros paradeiros, locais de outras raízes. Sonho muitas vezes outro eu. E neste quebrar de monotonia que abafa, revezo as folhas em seguidas primaveras, vestindo-me e despindo-me. Creio que o faço também por ti.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110186682557223771?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110186682557223771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110186682557223771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110186682557223771' title='Quotidiano'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110176898107334408</id><published>2004-11-29T22:50:00.000Z</published><updated>2004-11-30T01:05:45.496Z</updated><title type='text'>Paixão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Investe-se maior paixão para obter o que se não tem, do que para conservar o que já se tem.&lt;/em&gt;”- Stendhal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gatinha interessante aquela. Dengosa, cheirosa, de miado suave. Arisca ainda por cima, desde que passa aqui no meu telhado e abana a cauda em modos de indiferença. Bem, lembra-me a gatita do andar da frente. O mesmo jeito de colocar a pata esquerda e de arrebitar os bigodes. Durou uma semana o encanto. Mas esta…Faz-me recordar também os olhos meigos e pestanudos da minha barbicha-metade, mas essa já não ronrona como antes. Agora passa o tempo enroscada na lareira e nem me pergunta que venho eu fazer para o terraço do prédio. Ah, mas esta… que pêlo lustroso, bem tratado. Até fico a pensar naquela outra persa, um monumento de gata. Paixão breve, mas intensa. Nada parecida com a primeira paixão, a da inocente siamesa. Essa perdeu o interesse quando a repetição dos miados já não prometia mais. Ora aqui está uma que me faz sentir vontade de afiar as garras, de novo. Aquele lombinho promete… Um gato não pode viver sem caça e onde há rato… Meter conversa com ela, tem de ser. Acordo a pensar naquele corpinho felino de olhar inteligente. Por ela faria umas acrobacias. Esta merece o investimento. E que seja eterno enquanto miamos, já eu o ouvi ao meu dono. Terá telemóvel? Hmmmm… A lua está de feição, esta noite parece-me que vou fazer uma serenata. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110176898107334408?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110176898107334408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110176898107334408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110176898107334408' title='Paixão'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110169169973483571</id><published>2004-11-29T01:23:00.000Z</published><updated>2004-11-29T01:28:19.733Z</updated><title type='text'>Objectivo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Quando atingimos o objectivo, convencemo-nos de que seguimos o bom caminho&lt;/em&gt;” - Paul Valéry&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando a olhar aquele muro há muitos dias. Do outro lado existe um aroma a desconhecido que me atrai. Fascínio é o que sinto. Escalar, com a lentidão que me caracteriza, não é uma diligência. É glória. Cada concavidade traz-me, em cada etapa, nova motivação para ganhar forças. Não é a meta que me chama agora, mas saber o que existe do outro lado. Já subi outros muros, mas não este; carregando com o peso que me foi dado, com o que ganhei ao longo da vida. Observo-o antes de iniciar o percurso. E penso que todos os muros são diferentes. Incrivelmente semelhantes, mas diferentes. Por vezes é como se já soubesse o rumo. Na maior parte das vezes subo e deslizo, na mesma proporção do esforço que fiz. Outras vezes, decido no último instante mudar a direcção. Atingir o objectivo, chegar onde me propus. Cheguei.&lt;br /&gt;__Outro caracol, que horror! Não sei de onde aparecem…&lt;br /&gt;Sssscrraaach. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110169169973483571?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110169169973483571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110169169973483571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110169169973483571' title='Objectivo'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110160618159803884</id><published>2004-11-28T01:37:00.000Z</published><updated>2004-11-28T02:14:35.413Z</updated><title type='text'>Nada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;Nada lhe posso dar que já não existe em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu a ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.&lt;/em&gt;"- Hermann Hesse&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voam, roçando as pedras do convento, as minhas irmãs pombas. Do nicho, onde permaneço para além do tempo, entre colunas e esculturas, deixo os sons de séculos soltarem-se no céu. Como afagos de asas. Aqui eu seguro o princípio e o fim. A pergunta e a resposta. O tudo e o nada.&lt;br /&gt;Sigo, em gerações que a natureza marcou no cinzelar das pedras, o bater dos corações que por aqui passaram. Vejo nos deslumbramentos das redescobertas do passado o entusiasmo de quem descobre os sentimentos. Da força que guardei, num altar por onde passaram as preces do mundo, espalho ainda a fé nos futuros. Vejo gente seguindo caminhos e observei o abrigar das gentes. Captei o recolhimento e descobri que as respostas estão sempre no coração.&lt;br /&gt;O vento passou pelos jardins, assobiou nos claustros e entoou um cântico que falava de seguir sonhos escritos nas almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi duas das minhas irmãs tocando os bicos. Vi um casal aproximando os lábios. Vi uma criança procurando uma mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje no interior do santuário ficou registado mais um mistério…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110160618159803884?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110160618159803884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110160618159803884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110160618159803884' title='Nada'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110152797924331144</id><published>2004-11-27T03:57:00.000Z</published><updated>2004-11-27T03:59:39.243Z</updated><title type='text'>Memória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Mata-me quando relembro. Não porque fosse uma maneira maluca de se ser - o que me interessa a maluquice ? Mas porque tive e perdi.”&lt;/em&gt; - Lynne Sharon Schwartz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho, neste canto, uma visão ampla do compartimento. Foi aqui que fiz a teia. Num lugar estratégico de captação dos momentos e não apenas dos insectos. Daqui vejo o mundo a outro nível, acima da altura dos olhos. A percepção das conversas chega aqui ampliada, os gestos são prolongados, as imagens ficam. Sinto aqui as vibrações, a respiração, os suspiros, as lágrimas, as noites longas e risos soltos.&lt;br /&gt;A minha teia prende os acontecimentos, os humanos prendem os acontecimentos em teias.&lt;br /&gt;Sei que um dia alguém me descobrirá e me vão destruir a teia. Todos perdemos o que tivemos em tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Não mato aranhas. Admiro-lhes as teias. Perduram nesse trabalho laborioso representações de memórias que temo sempre perder.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110152797924331144?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110152797924331144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110152797924331144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110152797924331144' title='Memória'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110142440566536161</id><published>2004-11-25T23:10:00.000Z</published><updated>2004-11-25T23:13:25.666Z</updated><title type='text'>Loucura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Eu devo ser louco; em todo o caso, se estou lúcido, os outros não deveriam andar à solta&lt;/em&gt;.” – George Bernard Shaw&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De são e de louco, dizem, todos temos um pouco.&lt;br /&gt;Nas alturas em que a ocasião o exige, deveremos ser loucos. Gosto dos doidos: dos doidos que falam, dos doidos que amam a vida, dos doidos que mostram as suas paixões e dos doidos que assumem a sua loucura.&lt;br /&gt;Por outro lado, estou atenta aos sinais de loucura extrema, daquela que põe à prova o resto da sensatez que nos fica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de um prato de enguias chego à conclusão que tenho semelhanças com o referido peixe. A diferença do eiró é que também acaba comido, mas nunca passará por um manicómio. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110142440566536161?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110142440566536161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110142440566536161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110142440566536161' title='Loucura'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110133194455811127</id><published>2004-11-24T21:30:00.000Z</published><updated>2004-11-24T21:32:24.560Z</updated><title type='text'>Jogo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;O homem é um animal que joga&lt;/em&gt;.” – Charles Lamb&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem faz tudo como os animais. E ainda pior.&lt;br /&gt;E o homem joga. Se joga!&lt;br /&gt;Sempre em causa está ganhar ou perder.&lt;br /&gt;Saber perder é um mérito difícil, nem que seja a feijões, e passamos a vida a dizer que devemos saber fazê-lo, mas sabe muito melhor fazer perder os outros.&lt;br /&gt;Não vou falar de jogos de fortuna ou azar, de jogos de massas ou de jogos de guerra. Hoje, simplesmente, não me apetece jogar nada. Nem com as palavras, que é o único jogo que às vezes me dá vontade de fazer e só quando não sou obrigada.&lt;br /&gt;Nem vou fazer apostas. Deixo isso para quem acredita na sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje mando um beijo. A cobrar no destino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110133194455811127?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110133194455811127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110133194455811127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110133194455811127' title='Jogo'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110125877021562049</id><published>2004-11-24T01:10:00.000Z</published><updated>2004-11-24T01:12:50.216Z</updated><title type='text'>Idade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Quando se tem vinte anos, julga-se ter resolvido o enigma do mundo; aos trinta começa-se a reflectir sobre ele e, aos quarenta, descobre-se que é insolúvel&lt;/em&gt;.”- August Strindberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta e meia pego nos álbuns de fotos que tenho arrumados. É curioso que registamos sempre (ou quase sempre e apenas) as ocasiões especiais. Nascimentos, baptizados, aniversários, viagens, encontros, festas, passagens de vida… Nesse voltar ao momento exacto, que perdura porque fica preso em imagem, revolteiam-se emoções que se perderiam no tempo e na memória. Não me incomoda o prazo também marcado nos semblantes, nem as mudanças de roupas ou penteados. Mas analiso a mudança das cores dos cabelos e as marcas nas faces. E os olhares que vão perdendo vivacidade em quadradinhos de uma banda desenhada, que nós sabemos que um dia deixa de ter a vinheta seguinte. Mas o que me salta, entre sorrisos e numa nostalgia que volta sempre, é a forma como me vou apercebendo do mundo. Envelhecemos, é a realidade, mesmo que o espírito teime em manter a juventude.&lt;br /&gt;Como disse Schopenhauer, “ os primeiros quarenta anos proporcionam o texto; o resto da vida, os comentários.” Creio que vou pensar assim uns dias e penso que encontrei, também, a justificação do motivo porque não faço comentários.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110125877021562049?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110125877021562049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110125877021562049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110125877021562049' title='Idade'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110116192276983957</id><published>2004-11-22T22:17:00.000Z</published><updated>2004-11-22T22:18:42.770Z</updated><title type='text'>Humor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“ &lt;em&gt;O verdadeiro humor começa quando não nos levamos a sério&lt;/em&gt;” – Hermann Hesse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rir une as pessoas. Rir é um dom do coração, um lavar da alma. Ela amou-o enquanto ele a fez rir. Ele amou-a pelo seu sentido de humor. Há amores que vivem dos humores. Há amizades baseadas nessa capacidade de fazer humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Loucuras partilhadas, sem medir consequências e que fazem soltar gargalhadas. Trocas de ironias, impensadas. Agulhadas de veneno, subtil, inteligente. Jogos de palavras em que a palavra está em jogo. Histórias que são acendalhas de boa disposição. Recordações irrepetíveis, porque a piada só tem um impacto único a primeira vez, como tantas coisas na vida. Não há nada mais terrível que uma anedota explicada. Fara-ó!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me leves a sério. Não quero levar-me a sério. Conta-me antes uma anedota. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110116192276983957?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110116192276983957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110116192276983957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110116192276983957' title='Humor'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110108092410892412</id><published>2004-11-21T23:46:00.000Z</published><updated>2004-11-21T23:48:44.110Z</updated><title type='text'>Gozo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Sob uma sombra verde, com um pouco de pão, vinho, o livro de um poeta e tu cantando a meu lado no deserto, o deserto seria o paraíso!&lt;/em&gt;” – Omar khayyam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é domingo, meus caros, dia de descanso. Pois bem, descansemos. Não será à sombra de árvore alguma, mas é tempo de nos rodearmos de conforto. O Inverno promete! Sonho com uma lareira acesa, um cobertor quentinho e sim, um pouco de pão, vinho e o livro de um poeta… Continuamos à procura de pequenos prazeres, aqueles que nos deixam com um leve sorriso. Aquilo que nos dá gozo, apenas porque o fazemos por gosto. Deixemos escoar esses bons momentos, em que afastamos preocupações e nos recompomos, como sabemos. Façamos como os Romanos, de forma a viver com mens sana in corpore sano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser o paraíso?! Faltas tu cantando a meu lado…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110108092410892412?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110108092410892412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110108092410892412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110108092410892412' title='Gozo'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110100371713649658</id><published>2004-11-21T02:19:00.000Z</published><updated>2004-11-21T02:21:57.136Z</updated><title type='text'>Futuro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala&lt;/em&gt;.”- José Saramago&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos pensamos no futuro quando crescemos. Aliás, chega-se à idade adulta quando o hoje existe em função do amanhã. Não dividiria as fases da vida em infância, adolescência, idade adulta e velhice, senão nessa medida em que se pesa a importância do futuro quando se chega ao fim de cada dia. Aliás, não sei se os nossos ditos e as suas consequências, nas obras nossas e nos outros, chegarão à posteridade. A verdade é que apenas atingimos a imortalidade enquanto existirmos na memória de alguém...&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110100371713649658?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110100371713649658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110100371713649658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110100371713649658' title='Futuro'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110090377956150097</id><published>2004-11-19T22:32:00.000Z</published><updated>2004-11-19T22:36:19.563Z</updated><title type='text'>Erro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Há duas maneiras de chegar ao desastre: uma, pedir o impossível; outra, atrasar o inevitável&lt;/em&gt;.”- Francisco Cambó&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cometemos erros, descobrimos, a maior parte das vezes, verdades que até aí não conhecíamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita máxima li eu falando de erros. Próprios, alheios, individuais, colectivos. A aceitação, modificação ou remediação dos ditos. Ligados à razão, à verdade ou a pseudo vontades. Não fazer nada é errar, fazer algo é errar também. Há deles que fazem avançar, outros que acabam por destruir. Uns com castigo e outros nem por isso. Bem, o ser humano há-de errar sempre…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a pensar nesta. E a ficar com a sensação de que andamos constantemente a cometer o mesmo erro!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110090377956150097?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110090377956150097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110090377956150097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110090377956150097' title='Erro'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110082456777115652</id><published>2004-11-19T01:32:00.000Z</published><updated>2004-11-19T00:36:07.770Z</updated><title type='text'>Desejo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; “&lt;em&gt;A medida de uma alma é a dimensão do seu desejo&lt;/em&gt;.”  - Gustave Flaubert&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Nessa encruzilhada do desejo e da necessidade, não deixes nada: não voltarás lá nunca mais&lt;/em&gt;.”- Omar Khayyam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou de absorver átomos. Depois…deixo-os crescer dentro de mim. Tornam-se tão fortes que quando algo se torna importante, torna-se o mais importante. Demoro o tempo de uma escalada, é certo, mas cada passo tem uma compreensão renovada da essência do que vale a pena na vida.&lt;br /&gt;Então, fico pronta a dar. Multiplicando o que recebi. Provavelmente quando já se tornou tarde demais.&lt;br /&gt;(Quando as plantas são regadas, e se são regadas com uma dose pródiga de carinho, dão sempre flores mais belas, não é verdade?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que é preciso disponibilidade e tempo, mas sobretudo é preciso desejarmos.&lt;br /&gt;O desejo faz a diferença entre o realizável e o milagre. Nos tempos que correm, quem não anseia por um?!...&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110082456777115652?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110082456777115652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110082456777115652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110082456777115652' title='Desejo'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110064473855717003</id><published>2004-11-16T22:37:00.000Z</published><updated>2004-11-16T22:38:58.556Z</updated><title type='text'>Companhia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Todo o prazer empalidece quando não se tem companhia&lt;/em&gt;.”- David Hume&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há prazeres que são nossos, impossíveis de partilhar. Há momentos nossos, especialmente quando necessitamos de nos recolher. Há percursos a sós, se sonhamos para além das estrelas. Há ainda alturas em quanto mais acompanhados estamos, mais longe estamos de nós próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há companhias que mudam a nossa vida. Que nos  preenchem um dia inteiro. Que nos contam histórias intermináveis, presas por uma sequência em que palavras se colam, com uma alegria só possível, porque ficamos a saber tanto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre os pastorinhos de Fátima, que embarcavam nos barcos rebelos, depois de colhidas as uvas, para fazer o Moscatel, e  iam aprendendo português ,em frente ao Douro, debaixo da cascata de casas, que eram feitas de adobes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(há momentos de boa companhia, de facto!)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110064473855717003?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110064473855717003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110064473855717003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110064473855717003' title='Companhia'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110055889994173495</id><published>2004-11-15T22:20:00.000Z</published><updated>2004-11-15T22:48:19.943Z</updated><title type='text'>Beleza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Aqui repousam os restos de uma criatura que foi bela sem vaidade, forte sem insolência, corajosa sem ferocidade e teve todas as virtudes do homem mas nenhum dos seus defeitos. (Epitáfio para um cão)”&lt;/em&gt; – Lord Byron&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faria o mesmo epitáfio para uma cadela, sem tirar uma palavra.&lt;br /&gt;Na minha porta param todos os animais abandonados. Devo ter uma aptidão que os faz sentir bem perto de mim. Ou talvez porque vêem para além dos olhos. Seja como for, há algo de irmandade em todos os seres que não sabem onde pertencem.&lt;br /&gt;Custa-me sempre deixar cativar-me por eles. Sei que não os posso recolher e sei que um dia deixam de dormir no tapete de entrada. Nesse dia a minha revolta é imensa. E a tristeza infinita, e uma raiva surda, feita de mil desejos de castigo contra quem foi capaz de atirar à rua um animal que será escorraçado em todo o lado.&lt;br /&gt; Vou sempre recordar os olhos meigos, a gentileza da aproximação, a recompensa do carinho de todos quantos se enroscaram no abrigo da minha porta.&lt;br /&gt;Esta última cadelinha não merecia ter o fim que teve. Nenhum merece ter o fim que acabo por lhes saber. Que quem a desamparou venha a sofrer mil vezes o tormento do abandono…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110055889994173495?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110055889994173495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110055889994173495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110055889994173495' title='Beleza'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110047122420188147</id><published>2004-11-14T22:20:00.000Z</published><updated>2004-11-14T22:27:04.200Z</updated><title type='text'>Amizade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;A Amizade é um acordo perfeito sobre todas as coisas divinas e humanas, juntamente com um sentimento recíproco de benevolência e afecto&lt;/em&gt;” – Cícero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citações. Algo que alguém disse e nós lemos e relemos. Sabedoria repartida pela Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque gostamos de alguém? O que quero dizer é, porque gostamos desta pessoa e não de outra.&lt;br /&gt;Quando crescemos gostamos das pessoas porque elas gostam de nós. Isto é, gostamos de quem nos mima, e porque são polidas e decentes. Falta-nos a autoconfiança. Ao nos darmos conta de que alguém nos dá a entender que gosta de nós, sem querer saber de mais nada, ficamos sem acção consciente. Creio que é por causa disso que as pessoas se casam, a primeira vez.&lt;br /&gt;Depois há outra forma diferente de gostar. Conhecemos isso dos livros e dos filmes. Clássicos, claro. Um homem e uma mulher conhecem-se e o que vão fazendo engrandece-os aos olhos um do outro e passam a gostar. Baseados nos actos  é que tomam a decisão de gostar. Não sei se é mesmo assim ou se é fantasia do escritor.&lt;br /&gt;O que sei é que conhecemos as pessoas e depois precisamos de provas para alimentar esse sentimento. Dar e receber provas, penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo prezo a Amizade. Esse “acordo” entre seres. Pode até nem ser perfeito. E também aprendi que é preciso uma dose extra de benevolência e afecto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110047122420188147?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110047122420188147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110047122420188147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110047122420188147' title='Amizade'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110039196079871713</id><published>2004-11-14T01:24:00.000Z</published><updated>2004-11-14T00:26:00.796Z</updated><title type='text'>O Alarme…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Disparam em sinal de perigo. Ou simplesmente como forma de aviso. Dou sempre atenção a estes pequenos sinais. Seja chamado o &lt;em&gt;sexto sentido&lt;/em&gt;, em complemento dos cinco que me tornam completa. Se não consigo conceber um mundo em que qualquer um dos referidos nos outros textos me falte, também não sou capaz de me imaginar sem a campainha protectora que me evita maus encontros, que me diz quando recuar e me traz algum bom senso quando a válvula está prestes a saltar.&lt;br /&gt;Por outro lado este sinal interno também me tem trazido boas surpresas. Haveria provavelmente muita coisa que me teria passado despercebida se o alarmezito não me tivesse dito para reavaliar acções. Quantas vezes seguimos o olhar, o cheiro, o paladar, o tacto e o ouvido em encantos de fogo fugaz…&lt;br /&gt;Também se dá o caso de a primeira impressão ser a certa, provando que se a luz acendeu, apesar da nossa teimosia em a ignorar, lá tinha a sua razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje não vou dissertar mais, que a luzita acabou de piscar…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110039196079871713?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110039196079871713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110039196079871713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110039196079871713' title='O Alarme…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110029707395694340</id><published>2004-11-12T22:02:00.000Z</published><updated>2004-11-12T22:04:33.956Z</updated><title type='text'>O arrebatamento…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há momentos apenas nossos. São aqueles de infinito enlevo, transportamento e êxtase. Capazes de nos transcender e de incendiar todos os sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos estreitam-se ao reconhecer o objecto de prazer. Mas é no toque que começa a verdadeira proximidade. E o som de algo que escorre, lentamente, em cascata, mesmo na nossa frente. Os dedos contornam e detêm o calor, enquanto as mãos envolvem com carinho o corpo pretendido. Mas é o odor que me agarra. Forte ou suave… Gosto do cheiro activo, lembra-me promessas a cumprir ainda. Fico assim, em tempo de espera, mexendo e inebriando-me. Vou retardando o momento de o levar aos lábios. Porque é no tocar da língua que se realiza o desejo. Deixo-o perdurar, quente, na boca. É nesse momento que me dá uma vontade de o ter, fazê-lo parte de mim. E quando finalmente escorrega, uma onda de calor, que me aquece por dentro e se espalha, transporta-me ao sétimo céu. É verdade, adoro chá! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110029707395694340?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110029707395694340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110029707395694340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110029707395694340' title='O arrebatamento…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110021847198170402</id><published>2004-11-12T01:11:00.000Z</published><updated>2004-11-12T00:14:31.983Z</updated><title type='text'>A Vidraça…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As chegadas são indescritíveis. O abraço do reencontro é algo que perdurará sempre em nós. As partidas… as partidas são vidraças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tem de ser. Que a vida exige que o espaço ganhe. Que tudo se contorna no que temos e que fica. E que os bons momentos atenuam sempre vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na partida também todos os sentidos sofrem. Ficarão em nós as faltas do sorriso, da voz, do toque. Faltar-nos-á o aroma e o gostinho do café. Faltará tanta coisa, como sabes…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As partidas são vidraças, mas aprendi que apesar de pertenceres ao outro lado do vidro, as distâncias são mais finas quando gostamos de alguém…&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110021847198170402?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110021847198170402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110021847198170402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110021847198170402' title='A Vidraça…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110013297835480415</id><published>2004-11-11T01:26:00.000Z</published><updated>2004-11-11T00:29:38.353Z</updated><title type='text'>A Protecção…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando o tempo avança em teias que se desmancham ao sopro de ventos que não podemos contornar, em traições de momentos que nunca serão perenes, em desilusões criadas a partir de falhanços, encontramos sempre mais uma película acrescentar às defesas que nos protegem. Nem sempre queremos lembrar, mas gostaríamos de manter guardado aquilo que não desejaríamos que se perdesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo com os olhos uma folha, outrora verde, que segue na corrente. Não sei se chegará alguma vez ao mar ou se ficará presa nas pedras arredondadas da ribeira. Deixo que água passe, em fio, pelos dedos. Não podemos prender o que se esvai e como eu o sei… Chegam até mim os aromas do arvoredo que se prepara para hibernar. Uma fase mais, novas etapas, sempre. Bebi da fonte e isso trouxe novas forças. Havemos de encontrar essa frescura se pararmos para a saborear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas… parar no tempo para ouvir o cair da água numa cascata! Há muito tempo que não sentia uma melodia assim…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110013297835480415?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110013297835480415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110013297835480415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110013297835480415' title='A Protecção…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-110003731489811230</id><published>2004-11-09T21:53:00.000Z</published><updated>2004-11-09T21:55:14.896Z</updated><title type='text'>A Lembrança...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembras-te? Lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa memória vai perdendo aquela capacidade de outras eras. É quando começamos a usar frases como “quando eu..”, “lembro-me de quando…”, “quando tinha a tua idade...” Pois, começamos a seleccionar lembranças numa tentativa de manter inextinguíveis sensações e momentos.&lt;br /&gt;As  nossas recordações estão sempre ligadas aos sentidos. Não comemoramos a primeira papa, mas certamente lembramo-nos de um jantar especial. Não nos recordamos do tempo das fraldas, mas lembramo-nos de uns lençóis molhados. Não nos lembramos de como cheirava o nosso primeiro sabonete, mas recordamos aquela fragrância que alguém usava. Não guardamos na memória o nosso primeiro fatinho, mas recordamos aquela indumentária que marcou um dia ou noite. Não nos lembramos do primeiro beijo da família, mas recordaremos para sempre “o” beijo. Não sabemos já qual a canção de embalar que nos fazia dormir, mas sabemos aquela que ainda nos agita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças… truques que temos para manter escorrendo os grãos de areia que fazem uma vida chamar-se Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembras-te?! Lembro!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-110003731489811230?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110003731489811230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/110003731489811230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110003731489811230' title='A Lembrança...'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109996369000891043</id><published>2004-11-09T01:25:00.000Z</published><updated>2004-11-09T01:28:10.006Z</updated><title type='text'>O Lugar…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na nossa imaginação existe sempre um lugar favorito. Aquele local onde podemos usufruir da calma, da benesse, da harmonia que a alma exige e o corpo agradece.&lt;br /&gt;Na realidade, temos vários locais que, de um modo mais ou menos conseguido, nos trazem resquícios de bem-aventuranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou confessar os meus. São locais secretos, onde os sentidos se dulcificam. Mas para cada propósito existe “o lugar”. Oh, sim. Tenho um lugar de meditação, um lugar de curar males de alma, um lugar que me preenche os olhos, um lugar onde ouço música, um lugar onde me banho interiormente, um lugar onde gosto de comer pastéis e um lugar onde escrevo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não tem o seu refúgio? Aquele lugar que apenas partilharia com quem estreitasse da mesma intimidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a lareira foi o meu lugar eleito. Esta confissão eu posso fazer…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109996369000891043?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109996369000891043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109996369000891043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109996369000891043' title='O Lugar…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109986610319535772</id><published>2004-11-07T22:20:00.000Z</published><updated>2004-11-07T22:21:43.196Z</updated><title type='text'>A Festa…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os seres humanos necessitam de outros seres humanos. Grande descoberta.&lt;br /&gt;Procuram juntar-se para comemorar, confraternizar ou confortar-se. Grande invenção.&lt;br /&gt;E assim nasceram as festas, tendo nós engendrado mil e um pretextos para juntar pessoas que de outra forma passariam umas pelas outras sem um cumprimento.&lt;br /&gt;Nas festas também estamos com quem gostamos de estar. Essa é a melhor parte de qualquer festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sentidos são, nas festas, também enormemente postos à prova. Os atavios são escolhidos de acordo com o evento. Festa requer fato de cerimónia e sorriso de primeira. A visão está para além de todos os sentidos. Para se confirmar que somos da mesma espécie e estamos todos na mesma onda, vem o aperto de mão ou o beijo repenicado, em sinal de reconhecimento. Eis que depois as narinas tentam descobrir as iguarias que mais nos atraem, não necessariamente as que deveríamos escolher. Mas um dia não são dias! Começam então as depurações dos manjares. A língua vai estalando numa satisfação garantida e, curioso, os sons envolventes aumentam gradativamente.&lt;br /&gt;No final da festa é pela quantidade de olhos brilhantes e de barrigas dilatadas que se faz a avaliação se foi uma boa festa ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei da festa hoje, muito mesmo. Estou é com problemas em dobrar-me…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109986610319535772?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109986610319535772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109986610319535772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109986610319535772' title='A Festa…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109978325763572067</id><published>2004-11-06T23:16:00.000Z</published><updated>2004-11-06T23:20:57.636Z</updated><title type='text'>A Feira…</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando acordamos com a sensação de que aquela noite não nos repôs as energias, que a vida prega partidas constantes, que apenas nos acodem à lembrança momentos idos e pessoas que partirão sem o podermos impedir, algo toma a necessidade de uma urgência imperiosa… Redenção em filamento preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrar numa feira é deliciar os sentidos. Uma feira vibra de vida. Passar os portões é dar-nos a chance de entrar num mundo diferente do mundo.&lt;br /&gt;Bandeiras que se desfraldam em convites de barracas. A música que preenche os espaços e não as atenções. Sons de vozes e percorrer de gentes. Cores, muitas, tantas quanto os apelos. Encontrões de com licença que ninguém se importa. Sorrisos, murmúrios, vida renascendo.&lt;br /&gt;Mas os aromas das tasquinhas de comida! Eu prendo-me por eles. Misturas que atraem, confundem, instigam a provas. Variedade que se torna impossível saciar. Misturas de sabores e cheiros, reconhecíveis, desconhecidos. E os sentidos, ali, desafiados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e uma tigela de salada de fruta que tenta entrar para o Guiness Book)&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109978325763572067?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109978325763572067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109978325763572067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109978325763572067' title='A Feira…'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109960287704681853</id><published>2004-11-04T21:11:00.000Z</published><updated>2004-11-05T00:59:17.246Z</updated><title type='text'>(Im)possibilidades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A vida manda mensagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na Zona Neutra. Encontro na minha vida factos emparelhados. Como avisos de (im)possibilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço uma canção que passa sempre naquela hora e que me lembra chuvas púrpuras. Uma associação de prazer e dor. Emparelham-se gentes, letras, nomes. Extraordinariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranha a minha zona de contornos (in)explicáveis. Verosimilhanças. Possibilidades. Ensejos. Viabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em acontecimentos (im)previstos revezam-se eventos. (Des)crente_me chamam_quando viajo em (re)conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mim, sempre melhores virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida mostra (im)probabilidades. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109960287704681853?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109960287704681853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109960287704681853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109960287704681853' title='(Im)possibilidades'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109951910833318436</id><published>2004-11-03T21:55:00.000Z</published><updated>2004-11-04T01:34:14.843Z</updated><title type='text'>(Com)passo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em cadência que marca passo, assim são as vidas de muitos de nós.&lt;br /&gt;Por opção, por falta de voos mais altos, por impossibilidade(s)…&lt;br /&gt;Em andamentos (e pausas) repetimos, com teimosia, esperanças. Em compassos compassados. Com passos cautelosos. Volta e meia, num passo acelerado, porque nos lembra a precariedade dos dias, agarramos fios em que balões publicitários nos mostram que há vidas mais complicadas que as nossas. Em andamentos de fés conseguimos forças e batalhamos de novo. Em (re)começos urgentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram-me muitas conversas tidas. Defesas de opiniões em causas próprias. Mentiras que pregamos a nós mesmos. Em passo e (com)passo de sonhos. Talvez não sejamos tão teimosos como nos consideram, nem tão inseguros como às vezes parecemos.&lt;br /&gt;Medições (in)conscientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade! Não mando recados. São insultuosos. Mas gosto de escrever recados. São mais duradouros. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109951910833318436?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109951910833318436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109951910833318436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109951910833318436' title='(Com)passo'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109943251200184786</id><published>2004-11-02T21:52:00.000Z</published><updated>2004-11-03T00:28:31.623Z</updated><title type='text'>(H)ora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vou acordando em tempos que se repartem por minutos, segundos. Medições de momentos presos nem sei em quê. As horas. Cada uma que escorre na almofada das noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ouvindo a chuva que bate na janela e que, em sinfonia dispersa, apenas embala as almas que se perdem (ou encontram) na escuridão fora de horas.&lt;br /&gt;Juraria que ouvi a tua voz e que foi ela que me fez soltar o grito. Sem hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento em dançaria agressiva intensifica a vontade de me enroscar em aconchego que me envolva. Não apenas no corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos ponteiros que cavalgam na minha imaginação em busca do que não pedi, fica a vontade de parar (ou fazer correr) o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109943251200184786?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109943251200184786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109943251200184786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109943251200184786' title='(H)ora'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109934767787525737</id><published>2004-11-01T22:18:00.000Z</published><updated>2004-11-01T22:21:17.876Z</updated><title type='text'>(Re)petição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há insistência nos nossos actos, como se fosse impossível deixar passar passados.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rogai por nós.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Em matérias repetidas ficam aromas de ramos de finados. A reprovação exige uma petição, por isso voltamos, uma e outra vez, ao lugar onde os urubus se encontram.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rogai por nós&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Repetidamente tornamos a dizer ou fazer uma coisa já dita ou feita. A pedido. Ou por necessidade de confirmação…&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rogai por nós.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Preces e petições em dias em que cedros sombreiam as vidas, (re)lembrando-nos a efemeridade que nos toca. Re(petição) dos fantasmas de cada um, até nos tornarmos um deles.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rogai por nós&lt;/em&gt;. (que não sabemos como (re)correr.)&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109934767787525737?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109934767787525737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109934767787525737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109934767787525737' title='(Re)petição'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109926728543005662</id><published>2004-10-31T23:57:00.000Z</published><updated>2004-11-01T12:02:52.373Z</updated><title type='text'>(Des)conversas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(In)fortuna das gentes é não se saber o que nos reserva cada dia. Quanto pesa uma frase inteirinha? (fartos andamos da fartura que nos chega) De malas aviadas em welcomes de quem nos finta (quer canela na fartura?) Em malabarismos tentados trazem-se equilíbrios precários. (paga doze e leva dez, freguês). Mudamos para bolinhos de abóbora (açúcar q.b. também leva?)… Quanto podem três pontinhos? (se for pacote familiar faz-se um descontozito, sim). São durações de uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das velas que acendi a cera derreteu por derreter.&lt;br /&gt;(iluminam noites, não incendeiam vidas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exotismos em noites das bruxas. (Des)conversa em compassos de espera. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(azedumes curam-se com pêlo de que bicho?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendi uma vela dentro de uma abóbora e não fui capaz de acender a noite.&lt;br /&gt;(Bom proveito. Sem calorias.)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109926728543005662?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109926728543005662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109926728543005662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109926728543005662' title='(Des)conversas'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109918256187535491</id><published>2004-10-31T01:27:00.000Z</published><updated>2004-10-31T01:29:21.876+01:00</updated><title type='text'>Des(a)tinos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O destino marca a hora, pela vida fora… Não sei porque me fui lembrar disto. Destino traçado? Destino escrito? Destino alterado? Do destino sei que é traiçoeiro, que o procuramos fintar em cada decisão que tomamos.&lt;br /&gt;Estava já determinado, sem sabermos, ou muda-se pelo efeito da nossa intervenção? Ou pensamos, durante toda a vida, que fizemos a escolha, mas ela já estava antecipadamente gravada? Adiamos, repetidamente, com as nossas opções os desfechos? Temos a capacidade de mudar situações ou elas acabarão por acontecer de uma forma ou outra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais aprendemos da vida… quanto mais encontramos respostas… Destino?&lt;br /&gt;Ai o des(a)tino !&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109918256187535491?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109918256187535491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109918256187535491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109918256187535491' title='Des(a)tinos'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109908789009177011</id><published>2004-10-29T23:08:00.000+01:00</published><updated>2004-10-29T23:11:30.093+01:00</updated><title type='text'>(A)casos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não é por acaso que as pessoas nos marcam. Creio que também não é por acaso que cruzam o nosso caminho. Por acaso, marcam-nos é pela sua coragem ou dinamismo; pela sua preocupação ou carinho; pelo seu altruísmo ou honra; inteligência ou imaginação__ ou ainda umas mais quantas qualidades que agora me ocorrem, mas que não vou esmiuçar.&lt;br /&gt;O caso fica mal parado quando inesperadas sombras cobrem hipotéticos raios de sol. Dar o benefício da dúvida é sempre prioritário. Ponderar o caminho. Mas… que fica no lugar do lampejo?&lt;br /&gt;Não se dá o caso de sermos masoquistas. Nem o caso de gostarmos de complicar o que pode ser simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;…Quando começo a desacreditar no (a)caso o caso torna-se bicudo.&lt;br /&gt;Mas… não façam caso!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109908789009177011?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109908789009177011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109908789009177011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109908789009177011' title='(A)casos'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109891062625172435</id><published>2004-10-27T21:52:00.000+01:00</published><updated>2004-10-28T11:47:52.663+01:00</updated><title type='text'> As pirâmides de Hades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;… Atravessando a passagem secreta, num buraco que pertence ao espaço, os meninos chegaram ao centro de Plutão. Sendo menor que a Lua, o planeta recebeu esse nome talvez por estar muito longe do Sol, imerso em perpétua escuridão.&lt;br /&gt;Percorrendo com todos os cuidados o planeta, com um pequena luz que Popicrijons acendia para guiar o caminho, eis que encontraram, numa formação rochosa, três pirâmides de gelo. A curiosidade inicial deu lugar ao desafio. Tinham de descobrir como três peças encaixavam, numa espécie de puzzle, nas bases de cada uma. Mas não desistiram, os nossos amigos. Esforçaram-se durante muito tempo e… Foi com surpresa que viram a primeira das pirâmides abrir-se e soltar uma frase: “A promessa está para além de Caronte”. Sem desistirem, conseguiram descodificar a segunda pirâmide, que disse: “ Nas escolhas não há regresso”. E foi então que a terceira pirâmide se abriu: “Tudo se prende na eternidade”. Fixavam os meninos, com olhos muito abertos, as frases que pairavam no ar. Sabiam que tinham de fazer uma opção e que isso mudaria as suas vidas. Debateram durante muito tempo o que estaria por detrás de tais mensagens. A primeira dava-lhes a indicação de um novo caminho e, aventureiros como eram, quem lhes garantia que não encontravam o Planeta X, há tanto tempo procurado por todos? Sabiam que a segunda frase lhes transmitia um aviso, porque depois das decisões tomadas não haveria hipótese de alterar escolhas. A terceira era tentadora, porque implicava um caminho em que não haveria fim. Popicrijons pensou no seu planeta e nas cores que adorava…Lumikkus sentiu falta do sorriso da sua mãe, que talvez nunca mais visse… Éme viu no seu pensamento o seu cão que estava saudoso dela... Martilia sentiu a falta dos voos em noites marcianas… Reflectiram que era muito bom ler os pensamentos dos outros, mas que todos tinham direito a guardar para si os seus segredos, sem outros os conhecerem. Consideraram que aquela tinha sido a aventura mais bonita da vida deles, mas que era hora de partir. A saudade era forte e levava-os de volta a casa. Mas antes, nos seus corações fizeram uma promessa: “não esquecer!”&lt;br /&gt;Decididos, um por todos e todos por um, pegaram na segunda pedra. Quando a encaixaram na base da pirâmide, ventos espaciais fortes chegaram, vindos não se sabe de onde, e levaram cada um para o espaço, onde apenas estrelas brilhavam. Conduzidos por um cometa, um asteróide, um meteorito e um meteoro, os meninos separaram-se dizendo nos pensamentos um “até breve”.&lt;br /&gt;A Torre, mais uma vez, observou e registou os factos. No relatório final acrescentou: “Permissão para ser mantido contacto. Sem limites. Não há nada mais belo que a Amizade.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109891062625172435?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109891062625172435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109891062625172435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109891062625172435' title=' As pirâmides de Hades'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109883001577177490</id><published>2004-10-26T23:32:00.000+01:00</published><updated>2004-10-26T23:33:35.770+01:00</updated><title type='text'>O sinal da Vespa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;… Seguindo a Grande Mancha Escura, todos quiseram visitar Neptuno. A menina de Tero explicava que Neptuno é o quarto maior planeta (em diâmetro) do sistema solar. E tinha esse nome porque, na mitologia grega, Neptuno era o deus do mar. Tinha um dia de mostrar o mar aos seus amiguinhos. Agora que todos se entendiam, que podiam usar os seus pensamentos para continuar animadas conversas, todos tinham muita vontade de um dia ir a casa uns dos outros. Parecia um feito quase impossível, mas para quem tinha quase chegado ao fim do sistema solar, poderá haver impossíveis?&lt;br /&gt;Viram então uma pequena nuvem branca irregular - a "Vespa" -que faz um giro veloz à volta  de Neptuno a cada dezasseis horas, aproximadamente. Talvez seja uma pluma que se eleva de uma camada inferior da atmosfera, mas a sua verdadeira natureza continua um segredo. Bem, continuava. Com todos os cuidados e servindo-se dos objectos que carregavam consigo e cruzando entendimentos, descobriram a mensagem oculta na nuvem. Guardava um outro código que os levaria a uma porta que dava directamente para o próximo planeta. Ali, teriam de fazer uma opção…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109883001577177490?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109883001577177490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109883001577177490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109883001577177490' title='O sinal da Vespa'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109874388946160695</id><published>2004-10-25T23:36:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T23:38:09.463+01:00</updated><title type='text'>A descoberta de Portia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;…Urano, como tu sabes tão bem, é o sétimo planeta em relação ao Sol. Tem um nome que honra o mais velho deus supremo. Tem também anéis e é composto de rocha e de vários gelos. Tem quinze luas, com nomes lindos.&lt;br /&gt;Depois das apresentações e da alegria de estarem juntos pela primeira vez, os nossos meninos queriam saber tudo e contar tudo. Mas explicavam-se por desenhos e gestos e quando se entendiam, batiam palmas e davam grandes gargalhadas de felicidade.&lt;br /&gt;Decidiram explorar o planeta, então. Todos tinham dentro de si o desejo da descoberta e da partilha. Por onde passavam deixavam uma das suas marcas (um desenho, um monte de gelo, um nó, um risco na imensidão) para que, se um dia outros meninos ali chegassem, soubessem que tinha sido descoberto o mais belo de todos os sentimentos do universo.&lt;br /&gt;Pararam em Portia, a lua escolhida para acamparem. Montaram a tenda (eles adoravam acampar, como tu) e tinham sacos-cama azuis, com estrelas e luas, como o teu. Popicrijons, o mais curioso e também um verdadeiro explorador, descobriu uma árvore com belos frutos azuis, que pareciam grandes amoras. (já sabes que não se comem bagos que não conhecemos!) E porque tinham fome, repartiram o fruto…&lt;br /&gt;Quando se deitaram, cansados da exploração daquele dia, um estranho fenómeno aconteceu: eram capazes de ler os pensamentos uns dos outros…&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109874388946160695?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109874388946160695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109874388946160695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109874388946160695' title='A descoberta de Portia'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109857045697635197</id><published>2004-10-23T23:24:00.000+01:00</published><updated>2004-10-23T23:27:36.976+01:00</updated><title type='text'>O código de Cronus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;…Saturno, o segundo maior planeta do sistema solar e o sexto a partir do Sol, foi o escolhido para o grande encontro da Amizade. Não foi por acaso, não. Ele é o menos denso dos planetas (se tu o pudesses colocar dentro de água, ele flutuaria), mas tem uns anéis belíssimos, que serviram de sinais para os nossos meninos encontrarem o caminho. Os anéis de Saturno, diversamente dos anéis dos outros planetas, são muito brilhantes.&lt;br /&gt;Popicrijons sentiu uma vontade súbita de ir buscar a carta que tinha recebido e que guardava debaixo da sua almofada, perto dos seus ursinhos favoritos. (eram eles que tomavam conta dos seus segredos). Seguindo os códigos que tinha bem presentes na sua memória (e que ele tinha sonhado), trabalhou afincadamente na sua máquina. Quando soube que tudo estava pronto, olhou mais uma vez pela janela do seu observatório. Sentou-se na máquina, fechou os olhos e iniciou a sua viagem em direcção ao ponto de encontro…&lt;br /&gt;Lumikkus, seguindo as instruções recebidas no sonho, começou as suas ligações com os dois últimos fios venusianos que tinha preparado. Guardou no bolso uma pedrinha do seu planeta. Num segundo, que não é igual aos nossos segundos, sentiu-se atirado no espaço interplanetário, num destino que ele já sabia no seu coração…&lt;br /&gt;Éme, com o seu ratinho de peluche no colo, colocou as mãos no monitor do computador, tal como tinha feito no sonho da noite anterior. Uma enorme descarga aconteceu nesse preciso momento e ela sentiu-se projectada no éter, a caminho do planeta que ela apenas conhecia dos recortes que arquivava…&lt;br /&gt;Mirtila pegou com carinho no seu bloquinho e usou o seu pensamento para voltar a Deimos. Como lhe tinha sido indicado no sonho, fechou os olhos e concentrou toda a sua energia para a viagem até ao planeta vizinho. Nesse instante partiu, numa velocidade vertiginosa, em direcção a Saturno…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Torre observava com atenção todas as trajectórias. Tinha preparado uma rota segura para cada um dos seus visitantes, para que não colidissem com os anéis, mas se pudessem deliciar com a paisagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No exacto micro-espaço-tempo-previsto os quatro passageiros celestes juntaram-se. E, como em todos os encontros que têm por base a Amizade, parecia que se conheciam desde sempre. Um sorriso mais brilhante o que Sol iluminou as quatro carinhas quando se reconheceram do sonho…&lt;br /&gt;Agora uma nova aventura ia começar…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109857045697635197?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109857045697635197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109857045697635197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109857045697635197' title='O código de Cronus'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109848012943555348</id><published>2004-10-22T22:18:00.000+01:00</published><updated>2004-10-22T22:22:09.436+01:00</updated><title type='text'>A Torre de Jove</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No maior planeta do sistema solar, Júpiter, com os seus dezasseis satélites (quatro grandes luas Galileanas e doze luas pequenas), existia desde há muito, muito tempo uma Torre. Situada mesmo no centro da Grande Mancha Vermelha, enviava e recolhia pequenos sinais que se iam perdendo no universo. Constava nos arquivos jupiterianos que essa torre tinha sido mandada fazer por Jove, o Deus dos Deuses, uma suprema autoridade do Olimpo, quando os deuses sonhavam unir o Universo em harmonia, amizade e paz. É por isso que Júpiter, depois do Sol, da Lua e de Vénus, é o objecto mais brilhante no céu. Este é um planeta gasoso e estes são basicamente compostos de hidrogénio e hélio e, em geral, têm baixas densidades, alta rotação, atmosferas grandes, anéis e muitos satélites. Um local ideal para ocultar o observatório do espaço, não é? Pois na torre havia um grande olho, que captava as mais pequenas partículas que viajavam no espaço.&lt;br /&gt;Passando as três camadas de nuvens, o grande olho da Torre de Jove descobriu, em rota de união, um objecto com desenhos perdido num asteróide, viu bonequinhos que saltitavam num monitor de computador, viu dois fios que podiam mudar o espaço e viu  os mapas de um menino que sonhava viajar nas estrelas.&lt;br /&gt;Nessa noite, a Torre enviou mensagens que só podem ser compreendidas nos sonhos. E nem quando o cometa SL9 tinha colidido com Júpiter a expectativa tinha sido tanta.&lt;br /&gt;Nos seus planetas, os meninos e meninas que dormiam de sorriso suave nos lábios, perceberam como se podiam conhecer, viajando no tempo e no espaço….&lt;br /&gt;E uma festa, a festa do encontro, foi marcada para breve, muito breve…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109848012943555348?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109848012943555348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109848012943555348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109848012943555348' title='A Torre de Jove'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109839518184934657</id><published>2004-10-21T22:42:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T22:46:21.850+01:00</updated><title type='text'>A desenhadora de Valles</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;… No quarto planeta a contar do Sol vivia uma outra menina, Martilia. Tinha uns olhos verdes, do verde mais bonito que tu possas imaginar. (na nossa história, sejam também os marcianos desta cor, que enche de esperança os sonhadores). Em Marte, sabias, existem também vales, penhascos, colinas e planícies. Martilia podia passear no seu planeta sempre que desejava, porque tinha o poder de se poder movimentar com o pensamento. São verdadeiramente espectaculares algumas das formações marcianas... A menina trazia sempre com ela um pequeno bloquinho onde fazia desenhos de Olympus Mons, a maior montanha do sistema solar. Depois desenhava os contornos de Hellas Planitia, uma cratera com mais de 6 km de profundidade e 2000 km de diâmetro. (consegues imaginar?!) O seu local preferido, no entanto, eram os Valles Marineris, um sistema de canyons imenso… No início da sua história, Marte apresentava características muito próximas às da Terra, por isso sempre se pensou que ali havia vida. Martilia tinha vivido escondida, especialmente quando as sondas dos terrestres tinham andado a fotografar o seu planeta. Mas agora sentia-se muito, muito só.&lt;br /&gt;Uma noite reuniu os seus mais belos desenhos e guardou-os numa martilibotelha, que é assim uma espécie de garrafa nossa. Então com o poder do seu pensamento viajou até Deimos, que é um pequeno satélite de Marte como a Lua é o da Terra. Aí, juntou toda a força que os seus bracinhos verdes arranjaram e lançou-a no espaço.&lt;br /&gt;Um pedido acompanhou aquele gesto: “Que as estrelas, algures no espaço imenso, me  mostrem a Amizade…”&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109839518184934657?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109839518184934657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109839518184934657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109839518184934657' title='A desenhadora de Valles'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109830689758392661</id><published>2004-10-20T22:08:00.000+01:00</published><updated>2004-10-20T22:14:57.583+01:00</updated><title type='text'>A menina de Tero </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;… Num outro planeta vivia uma menina que assinava os seus e-mails, desenhos, cartas e recados sempre com um “M”. Ela achava essa a letra mais bonita do alfabeto. Éme vivia no planeta Erde, Aarde , Jorden , Maa, Föld, Zeme , Zemlja, Kadur Ha'Aretz, Yer, Ground , Deiqao , Tero, ou como tu e eu conhecemos, na Terra. A menina tinha no seu quarto muitas, muitas fotos do espaço. Quando encontrava imagens nos livros e revistas, recortava-as, com todo o cuidado, e preenchia as paredes e a imaginação com milhares de astros. Tinha colado no tecto minúsculas estrelas fluorescentes que brilhavam quando apagava a luz. Era nessa altura que desejava muito aprender uma língua com que pudesse comunicar com outros meninos de outros espaços. Imaginava-os verdes e de olhos grandes e negros: era assim que os tinham criado nos filmes de ficção científica. Éme desejava encontrar um dia um desses meninos para brincar com ela, mas preocupava-a se seria possível alguém de outro planeta viver ali. (mas nas histórias conseguimos tudo e eu creio que é possível um extraterrestre viver na atmosfera da Terra que tem nitrogénio, oxigénio, dióxido de carbono e água.) A menina também sabia que o seu planeta tem apenas um satélite natural, a Lua. E se lá morassem meninos que as sondas e as naves espaciais nunca descobriram? (se calhar, até existem) Gostaria de lhes mostrar os continentes, os oceanos, as florestas, as montanhas, os desertos… Achava ela que não havia, em toda a galáxia, nem verdes, nem azuis, nem vermelhos iguais aos que via da sua janela.&lt;br /&gt;Uma noite, em que navegava e fazia consultas sobre outros mundos, o monitor do seu computador começou a piscar, descontrolado, e ela recebeu uma mensagem que não poderia ser de um terráqueo. De olhos bem abertos, traduziu os bonequinhos (eram carinhas, sabes?) que saltitavam na frente dos seus olhos e leu: Eu queria ver uma aurora boreal…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109830689758392661?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109830689758392661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109830689758392661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109830689758392661' title='A menina de Tero '/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109822128140711447</id><published>2004-10-19T22:23:00.000+01:00</published><updated>2004-10-19T22:28:01.406+01:00</updated><title type='text'>O habitante de Ishtar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;...Lumikkos vivia no sexto maior planeta do nosso sistema e o segundo a partir do Sol. Era um menino calado, vivendo num mundo muito seu. Desde pequenino que era conhecido por “aluipautenas”, que na língua de Vénus quer dizer engenhocas. É verdade, Lumikkus absorvia muito do seu tempo a fazer ligações com fios venusianos, e ligava todas as casas do planeta numa teia brilhante que se conseguia ver muito, muito longe. É por essa razão que o seu planeta é o mais brilhante dos astros do sistema solar depois do Sol e da Lua. Mas o nosso menino era o único ser masculino no planeta. E queria conhecer outros meninos. Ele tinha visto descer a Mariner 2, a primeira sonda a visitar Vénus, e assim soube que havia vida para além do seu canto. Soube também, lá no seu íntimo, que Vénus deveria inspirar poetas (que louvam sempre o amor e o belo), no planeta-irmã Terra. Ele sabia que tinha havido água ali (a avó contara-lhe), mas que um dia se tinha evaporado, por estar muito perto do Sol. Olhou uma e outra vez os vulcões que existiam junto à sua casa e desejou ter amigos com quem partilhar o encanto do seu universo.&lt;br /&gt;Uma noite, no interior de Ishtar, o Lakshmi Planum, circundado pelas mais altas montanhas de Vénus, ele descobriu que, ligando dois fios numa das suas invenções, poderia viajar no espaço.Calado, como sempre, começou a traçar um plano.&lt;br /&gt;Quando se deitou, os seus olhos brilhavam mais que o seu planeta e a mãe, Neith, sem poder ler-lhe os pensamentos, deixou um beijo na testa do filho, desejando-lhe que todos os seus sonhos se realizassem…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109822128140711447?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109822128140711447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109822128140711447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109822128140711447' title='O habitante de Ishtar'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109813479503170312</id><published>2004-10-18T22:21:00.000+01:00</published><updated>2004-10-18T22:26:35.030+01:00</updated><title type='text'>O morador de Caloris</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Era uma vez…&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;…um menino que vivia sozinho num planeta do sistema solar. Ora como tu sabes, o sistema solar é formado pelo Sol, nove planetas --- Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno e Plutão---, sessenta e um satélites, um grande número de pequenos corpos ( o menino também irá descobrir cometas e asteróides, noutra história) e o meio interplanetário.&lt;br /&gt;O menino, que tinha um nome solar, chamava-se Popicrijons, vivia num castelo muito antigo, lá no planeta vermelho. O melhor das histórias é que podemos pôr meninos em planetas assim… vivia o menino, como te contava, em Mercúrio, aquele que fica mais juntinho ao Sol. No sótão tinha um grande observatório e gostava de ver muito, muito longe. Ele passava muito do seu tempo a observar a superfície de Mercúrio, que tem escarpas imensas, algumas chegando a centenas de quilómetros de comprimento e até quilómetros de altura. O menino via, duma janelinha que se abria no telhado, (ele tinha um painel com comandos e com muitos botões que um dia o pai lhe tinha feito), dizia-te eu, que ele via a Bacia Caloris em toda a sua amplitude. Ele apreciava as crateras, as mais bonitas que um dia já tinha visto. Mas do que ele mais gostava era do Sol. Pois, tenho de te explicar que a órbita de Mercúrio é muito estranha, e então, quando ele se levantava para ver o Sol nascer, parecia que o sol aumentava de tamanho à medida que se movia muito lentamente em direcção a oeste. Era tão esquisito que o Sol parecia parar e voltar atrás, parar de novo e então ficar cada vez mais pequenino. Andava também muito intrigado o menino com as estrelas que se moviam três vezes mais rápido através do espaço. Tinha de encontrar mais respostas, os livros não tinham as soluções que ele queria. Claro que também o cativava um planeta azulinho que via no seu telescópio de maior alcance… (Desse conto-te amanhã)&lt;br /&gt;Popicrijons só imaginava como poderia um dia viajar até esses lugares e, na sua cabecinha, quando dormia durante a noite mercuriana (que não é igual à da Terra), desenhava sempre uma máquina que o pudesse transportar. Escreveu uma longa carta (que as poeiras cósmicas levaram) e, um ano mercuriano mais tarde, recebeu a resposta de uma menina da Terra, que também sonhava com viagens espaciais. Ficou a saber que havia uns seres extramercúrios, chamados os Gregos, que tinham dito um dia que o seu planeta tinha o nome de Apolo, a estrela matinal e Hermes, a estrela vespertina. E ficou cheio de esperança o menino, porque agora sabia que havia vida noutros planetas.&lt;br /&gt;Nessa noite, com a cabecinha girando numa órbita elíptica igual à do seu planeta, Popicrijons adormeceu a dizer:”Eu tenho uma ideia”…&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109813479503170312?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109813479503170312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109813479503170312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109813479503170312' title='O morador de Caloris'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109804730579556907</id><published>2004-10-17T22:05:00.000+01:00</published><updated>2004-10-17T22:19:19.650+01:00</updated><title type='text'>Cosmos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;We shall not cease from exploration, and the end of all our exploring will be to arrive where we started and know the place for the first time. T. S. Eliot&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O universo. O cosmo. Os astros. Hoje e sempre fizeram o ser humano sonhar. Deslumbramento e imaginação…&lt;br /&gt;Quantas histórias se criam e (re)criaram à volta dos planetas, dos meteoros, constelações, satélites, asteróides…&lt;br /&gt;E tudo começou…&lt;br /&gt;Senta-te, aqui ao pé de mim, que a tia vai falar de uma coisa que tu gostas muito. Eu sei que pediste uma história sobre os planetas. Sim, os que estão naquele livro sobre o cosmos e que tem aquelas imagens que tu tanto aprecias. Então escuta…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Era uma vez…&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109804730579556907?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109804730579556907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109804730579556907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109804730579556907' title='Cosmos'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109778811585349955</id><published>2004-10-14T22:06:00.000+01:00</published><updated>2004-10-14T22:08:35.853+01:00</updated><title type='text'>Diário dos gostos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(Tempo atmosférico sem alteração. Descida da temperatura)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de frases curtas. Gosto do sentido das palavras para além do seu sentido. Gosto de as dissecar e encontrar universos para além dos fonemas ou grafemas.&lt;br /&gt;Gosto de gostar das coisas. Gosto de gostar dos outros. Gosto que gostem de mim.&lt;br /&gt;Escrevo há muito, muito tempo.  Faz-me sentir pássaro sem asas, viajante sem destino, nuvem sonhada sem rumo, partida em viagem que nunca farei.&lt;br /&gt;Penso no verbo gostar. Profundo e neutro.&lt;br /&gt;Vou fazer um jogo, enquanto me recosto na cama. Vou escrever nomes. Nomes de pessoas que gosto, nomes de coisas que aprecio. Vou fazer, a seguir, uma lista de verbos, substantivos, adjectivos, preposições, advérbios como quem escreve na areia da praia.&lt;br /&gt;Vou contar um segredo: um dia hei-de escrever um diário com apenas aquilo que eu gosto e aquilo que me dizem gostar. Sei que vai ter muitas páginas porque as pessoas dizem gostar de tanta coisa. Mas a vida ficará sem dúvida com outro gosto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;{recuso-me a ir pesquisar previsões para amanhã}&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109778811585349955?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109778811585349955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109778811585349955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109778811585349955' title='Diário dos gostos'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6421438.post-109770686472882444</id><published>2004-10-13T23:33:00.000+01:00</published><updated>2004-10-13T23:34:24.726+01:00</updated><title type='text'>Diário de nadas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(Céu muito nublado. Aguaceiros fracos. Vento leste muito fresco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias de “nadas”. Na realidade nunca são verdadeiros dias vazios, mas quando nos perguntam o que fizemos sai aquele “nada”. Às vezes os meus dedos cansam-se de escrever. Escrevo então apenas com o pensamento. Outras vezes sinto uma enorme vontade de não pensar, de não recordar, de não racionalizar. E apetece-me só ser sentidos. A vida descobre-se com os cinco. Como quando éramos crianças e acreditávamos em tanta, tanta coisa. É nesses dias que desejava não ter crescido. Só quem cresce escreve diários com nada…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; {Continuação de aguaceiros. Mar cavado}&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6421438-109770686472882444?l=momentoempensamento.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109770686472882444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6421438/posts/default/109770686472882444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momentoempensamento.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109770686472882444' title='Diário de nadas'/><author><name>MariaMar</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12859474465200595789</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/185/343/1600/mma.1.jpg'/></author></entry></feed>
